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Empresário João Carlos Paes Mendonça afirma que nunca presenciou uma crise econômica como esta


Presidente do grupo JCPM participou do debate da Super Manhã com o comunicador Geraldo Freire e os jornalistas convidados Saulo Moreira e Jô Mazzarolo

Publicado em 01/12/2015, às 13:36


Da Rádio Jornal
Empresário João Carlos Paes Mendonça 
Foto: Luiza Falcão/ Rádio Jornal

O empresário e presidente do grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, foi o entrevistado do debate da Super Manhã, desta terça-feira (1º). Geraldo Freire, ao lado do editor de economia do Jornal do Commercio, Saulo Moreira, e a diretora de jornalismo da Rede Globo Nordeste, Jô Mazarollo, conduziu o debate. 

Ao abordar o tema da crise econômica no Brasil, o empresário afirmou que nunca presenciou um momento como esse. “Essa talvez seja a maior crise da nossa história”, destacou. “Essa crise é uma tempestade perfeita”.

Para ele, a crise tem um grande viés político. “É uma crise de competência e infelizmente 2016 parece que não vai ser melhor”, comentou. 

O empresário criticou ainda o formato dos programas sociais do governo, mas destacou a importância de algumas medidas que protegem as classes menos beneficiadas. “Eu sou favorável que se dê o apoio às pessoas necessitadas, que precisam, mas momentaneamente. Depois você tem que dar oportunidade para que essas pessoas se livrem desses programas”, frisou, citando como exemplo o Bolsa Família. “Deixou de ser um projeto social para ser um projeto político”. 

Sobre as medidas adotadas pelo Governo Federal para frear a crise, João Carlos foi enfático e afirmou que os empresários brasileiros estão desmotivados, principalmente pelas burocracias. “Não vi nenhum ato nesse governo, só discurso. Qual a motivação que um empresário tem no Brasil?”, questionou. 

Ele lançou uma luz sobre o futuro da economia do país, porém, consciente de que 2016 também será um ano difícil. “Essa crise vai demorar, mas passa. E quem tem coragem estará muito na frente de quem tem medo de investir”, afirmou. 

Sobre Pernambuco, Paes Mendonça elogiou as estruturas do estado, mas criticou a má utilização do Centro de Convenções de Olinda, afirmando que o espaço deixa de realizar muitos eventos para atrair o público. “O Centro de Convenções não está sendo utilizado da melhor forma. Nós perdemos oportunidades”, disse. “Ele é muito pequeno, não está mais compatível com o mundo moderno”, completou. 

Sobre a carga tributária do Brasil, o empresário afirmou que o país deve parar de aumentar a cobrança de impostos dos brasileiros e criticou o discurso de defesa da CPMF utilizado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, como tributo para auxiliar na saída da crise. “Precisamos reduzir a máquina do Estado. Nós precisamos reduzir o custeio, o desperdício e investir certo”, disse. “A CPMF nunca foi temporária. Para quê a volta da CPMF?”.

João Carlos Paes Mendonça fez uma análise rápida da vinda da Copa do Mundo ao Brasil, que, na sua opinião, não trouxe nada de positivo. Ele aproveitou a oportunidade para comentar a construção da Arena Pernambuco. “Não precisávamos da Arena Pernambuco. Era para ter usado o Arruda. A Arena não rendeu nada para o estado”, afirmou. “Para receber três jogos medíocres, gastamos uma fortuna. Não tem mobilidade. Está lá, um elefante branco. Não trouxe nada para Pernambuco”, atacou, dizendo ainda que o Clube Náutico teria sido prejudicado por conta da ida para a Arena, o que afastou a torcida. 

Confira o debate completo: 

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Empresário João Carlos Paes Mendonça afirma que nunca presenciou uma crise econômica como esta



Publicado em 01/12/2015, às 13:36


Da Rádio Jornal
Empresário João Carlos Paes Mendonça 
Foto: Luiza Falcão/ Rádio Jornal

O empresário e presidente do grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, foi o entrevistado do debate da Super Manhã, desta terça-feira (1º). Geraldo Freire, ao lado do editor de economia do Jornal do Commercio, Saulo Moreira, e a diretora de jornalismo da Rede Globo Nordeste, Jô Mazarollo, conduziu o debate. 

Ao abordar o tema da crise econômica no Brasil, o empresário afirmou que nunca presenciou um momento como esse. “Essa talvez seja a maior crise da nossa história”, destacou. “Essa crise é uma tempestade perfeita”.

Para ele, a crise tem um grande viés político. “É uma crise de competência e infelizmente 2016 parece que não vai ser melhor”, comentou. 

O empresário criticou ainda o formato dos programas sociais do governo, mas destacou a importância de algumas medidas que protegem as classes menos beneficiadas. “Eu sou favorável que se dê o apoio às pessoas necessitadas, que precisam, mas momentaneamente. Depois você tem que dar oportunidade para que essas pessoas se livrem desses programas”, frisou, citando como exemplo o Bolsa Família. “Deixou de ser um projeto social para ser um projeto político”. 

Sobre as medidas adotadas pelo Governo Federal para frear a crise, João Carlos foi enfático e afirmou que os empresários brasileiros estão desmotivados, principalmente pelas burocracias. “Não vi nenhum ato nesse governo, só discurso. Qual a motivação que um empresário tem no Brasil?”, questionou. 

Ele lançou uma luz sobre o futuro da economia do país, porém, consciente de que 2016 também será um ano difícil. “Essa crise vai demorar, mas passa. E quem tem coragem estará muito na frente de quem tem medo de investir”, afirmou. 

Sobre Pernambuco, Paes Mendonça elogiou as estruturas do estado, mas criticou a má utilização do Centro de Convenções de Olinda, afirmando que o espaço deixa de realizar muitos eventos para atrair o público. “O Centro de Convenções não está sendo utilizado da melhor forma. Nós perdemos oportunidades”, disse. “Ele é muito pequeno, não está mais compatível com o mundo moderno”, completou. 

Sobre a carga tributária do Brasil, o empresário afirmou que o país deve parar de aumentar a cobrança de impostos dos brasileiros e criticou o discurso de defesa da CPMF utilizado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, como tributo para auxiliar na saída da crise. “Precisamos reduzir a máquina do Estado. Nós precisamos reduzir o custeio, o desperdício e investir certo”, disse. “A CPMF nunca foi temporária. Para quê a volta da CPMF?”.

João Carlos Paes Mendonça fez uma análise rápida da vinda da Copa do Mundo ao Brasil, que, na sua opinião, não trouxe nada de positivo. Ele aproveitou a oportunidade para comentar a construção da Arena Pernambuco. “Não precisávamos da Arena Pernambuco. Era para ter usado o Arruda. A Arena não rendeu nada para o estado”, afirmou. “Para receber três jogos medíocres, gastamos uma fortuna. Não tem mobilidade. Está lá, um elefante branco. Não trouxe nada para Pernambuco”, atacou, dizendo ainda que o Clube Náutico teria sido prejudicado por conta da ida para a Arena, o que afastou a torcida. 

Confira o debate completo: 

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