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Médicos explicam que falta de libido não tem relação com envelhecimento


No Consultório do Rádio Livre, especialistas tiraram dúvidas sobre o tema e deram orientações para melhorar a libido do casal

Publicado em 07/08/2017, às 17:58


Rádio Jornal

Foto: Reprodução/ Internet

Os tabus do sexo em qualquer idade e a falta de libido na terceira idade foram os destaques do Consultório do Rádio Livre desta segunda-feira (7). Ismaela Silva entrevistou o urologista e andrologista Felipe Dubourq e a ginecologista Karina Cidrim.

Sobre a ideia de que com o avançar da idade a vontade de fazer sexo diminui, o urologista descartou. “Uma das coisas que mais interferem nisso hoje é a qualidade de vida que a gente tem, a depressão. São outros fatores que estão fora do limite da idade que faz com que você tenha alteração da libido”, explicou. “Você quando tem 18 anos de idade, você corre, consegue fazer atividade sexual, nadar e aos 70 anos você também consegue fazer tudo isso”, lembrou, ponderando que não na mesma intensidade. “Sua capacidade física é completamente diferente”, completou.

Confira os detalhes:

Já na mulher, a ginecologista diz que a diminuição dos hormônios, na mulher, não é o único determinante da vida sexual. “A gente vê mulheres que entram na menopausa mantendo a vida sexual bem saudável e a gente vê mulheres que mesmo antes da menopausa já não têm mais aquela vida sexual tão ativa”, comentou.

Estímulo conciliado 

De acordo com doutor Felipe, estimular sexualmente o casal é importante para manter o ritmo. “Ler um livro em conjunto, que seja mais picante, trazer a fantasia, isso aí é muito mais importante do que você encher ele com comprimidos e injeções”, alertou.



A ginecologista ainda lembra que sobre a mulher, existe o acúmulo de funções e a questão cultural de se achar que a mulher na menopausa está “velha”. “O que a gente vê muito em relacionamentos longos, aquela mulher e entra na menopausa casada, a vida sexual acomodada e trocada pelos afazeres do dia a dia. Ela começa a se preocupar com filhos e netos”, explicou. “Ela tem uma vida diferente de uma mulher que chega nos 50 anos solteira, separada ou sem filhos”, acrescentou.  

Os especialistas explicam acreditam que cumplicidade e diálogo são importantes para manter o ritmo sexual de forma saudável. 

Falta de sexo 

Segundo doutor Felipe Dubourq a falta de sexo entre o casal pode interferir inclusive no trabalho. "Até no trabalho tem interferência grande. Tem uma coisa que acontece que é o sentimento de menos valia, tanto do homem quanto da mulher, porque se ele se sente feio, gordo, careca, barrigudo ele não vai ter um bom desempenho no trabalho dele porque ele não vai se sentir capaz de executar as funções da vida", explicou. 

"A mulher ela tem que estar relaxada para ter relação. Ela não tem que sentir dor para ter relação", disse doutora Karina. "Você tem uma diminuição do desejo por antecipação daquela dor. Isso a longo prazo interfere em tudo, na autoestima, no relacionamento do casal, na parte produtiva e na própria saúde", alertou. 


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Médicos explicam que falta de libido não tem relação com envelhecimento



Publicado em 07/08/2017, às 17:58


Rádio Jornal

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Os tabus do sexo em qualquer idade e a falta de libido na terceira idade foram os destaques do Consultório do Rádio Livre desta segunda-feira (7). Ismaela Silva entrevistou o urologista e andrologista Felipe Dubourq e a ginecologista Karina Cidrim.

Sobre a ideia de que com o avançar da idade a vontade de fazer sexo diminui, o urologista descartou. “Uma das coisas que mais interferem nisso hoje é a qualidade de vida que a gente tem, a depressão. São outros fatores que estão fora do limite da idade que faz com que você tenha alteração da libido”, explicou. “Você quando tem 18 anos de idade, você corre, consegue fazer atividade sexual, nadar e aos 70 anos você também consegue fazer tudo isso”, lembrou, ponderando que não na mesma intensidade. “Sua capacidade física é completamente diferente”, completou.

Confira os detalhes:

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Já na mulher, a ginecologista diz que a diminuição dos hormônios, na mulher, não é o único determinante da vida sexual. “A gente vê mulheres que entram na menopausa mantendo a vida sexual bem saudável e a gente vê mulheres que mesmo antes da menopausa já não têm mais aquela vida sexual tão ativa”, comentou.

Estímulo conciliado 

De acordo com doutor Felipe, estimular sexualmente o casal é importante para manter o ritmo. “Ler um livro em conjunto, que seja mais picante, trazer a fantasia, isso aí é muito mais importante do que você encher ele com comprimidos e injeções”, alertou.

A ginecologista ainda lembra que sobre a mulher, existe o acúmulo de funções e a questão cultural de se achar que a mulher na menopausa está “velha”. “O que a gente vê muito em relacionamentos longos, aquela mulher e entra na menopausa casada, a vida sexual acomodada e trocada pelos afazeres do dia a dia. Ela começa a se preocupar com filhos e netos”, explicou. “Ela tem uma vida diferente de uma mulher que chega nos 50 anos solteira, separada ou sem filhos”, acrescentou.  

Os especialistas explicam acreditam que cumplicidade e diálogo são importantes para manter o ritmo sexual de forma saudável. 

Falta de sexo 

Segundo doutor Felipe Dubourq a falta de sexo entre o casal pode interferir inclusive no trabalho. "Até no trabalho tem interferência grande. Tem uma coisa que acontece que é o sentimento de menos valia, tanto do homem quanto da mulher, porque se ele se sente feio, gordo, careca, barrigudo ele não vai ter um bom desempenho no trabalho dele porque ele não vai se sentir capaz de executar as funções da vida", explicou. 

"A mulher ela tem que estar relaxada para ter relação. Ela não tem que sentir dor para ter relação", disse doutora Karina. "Você tem uma diminuição do desejo por antecipação daquela dor. Isso a longo prazo interfere em tudo, na autoestima, no relacionamento do casal, na parte produtiva e na própria saúde", alertou.