Notícia | JÚRI

Atrasos e pedido de adiamento são registrados no primeiro dia do julgamento do caso Manoel Mattos


O advogado defendia os menos favorecidos e atuava diretamente contra grupos de extermínio na divisa da Paraíba e Pernambuco

Publicado em 14/04/2015, às 14:37

Da Rádio Jornal; atualizada às 18h
postado por Alana Lima; reportagem de Rafael Carneiro
Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem


Depois de seis anos, os réus no caso da execução do advogado Manoel Mattos são julgados na Justiça Federal de Pernambuco, nesta terça-feira (14). Antes da federalização, medida inédita no Brasil, o caso passou pela Justiça Estadual da Paraíba, origem do crime, e pela Justiça Federal do mesmo estado. Em duas oportunidades, o júri foi adiado por falta de jurados, que se sentiam ameaçados. 

No início do julgamento, os advogados de defesa tentaram mais uma vez o adiamento, e inclusive pediram o desmembramento, indeferido pela juíza Carolina Malta. O julgamento sofreu atraso por conta de erro na contagem dos jurados. Defesa e acusação questionaram os números, e o processo de escolha do conselho de sentença foi todo refeito.

 

Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem


Familiares e amigos do advogado assassinado a tiros de espingarda calibre 12 estavam na primeira fila da sala do júri. Diversos órgãos de defesa dos Direitos Humanos, uma bandeira defendida pelo advogado morto na praia de Pitimbu, na Paraíba, acompanharam o julgamento.

Mattos defendia os menos favorecidos e atuava diretamente contra  grupos de extermínio, na divisa da Paraíba e Pernambuco. Ivana Forina, presidente da Comissão Manoel Mattos no Conselho Nacional de Direitos Humanos, avalia a importância do júri: 

Depois da ouvida do policial militar Flávio Inácio Pereira, vão ser ouvidos Cláudio Roberto Borges, apontado como um dos mentores do assassinato; José Nilson Borges, que teria emprestado a arma usada no crime; José da Silva Martins e Sérgio Paulo da Silva, acusados de serem os executores do homicídio. A previsão é que o júri dure, pelo menos, dois dias.


 

Em depoimento, José Nilton, dono da espingarda, admitiu que entregou a arma a José da Silva Martins:



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Procurador da República vai pedir pena máxima aos cinco acusados de matar Manoel Mattos

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Atrasos e pedido de adiamento são registrados no primeiro dia do julgamento do caso Manoel Mattos



Publicado em 14/04/2015, às 14:37


Da Rádio Jornal; atualizada às 18h
postado por Alana Lima; reportagem de Rafael Carneiro
Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem


Depois de seis anos, os réus no caso da execução do advogado Manoel Mattos são julgados na Justiça Federal de Pernambuco, nesta terça-feira (14). Antes da federalização, medida inédita no Brasil, o caso passou pela Justiça Estadual da Paraíba, origem do crime, e pela Justiça Federal do mesmo estado. Em duas oportunidades, o júri foi adiado por falta de jurados, que se sentiam ameaçados. 

No início do julgamento, os advogados de defesa tentaram mais uma vez o adiamento, e inclusive pediram o desmembramento, indeferido pela juíza Carolina Malta. O julgamento sofreu atraso por conta de erro na contagem dos jurados. Defesa e acusação questionaram os números, e o processo de escolha do conselho de sentença foi todo refeito.

 

Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem


Familiares e amigos do advogado assassinado a tiros de espingarda calibre 12 estavam na primeira fila da sala do júri. Diversos órgãos de defesa dos Direitos Humanos, uma bandeira defendida pelo advogado morto na praia de Pitimbu, na Paraíba, acompanharam o julgamento.

Mattos defendia os menos favorecidos e atuava diretamente contra  grupos de extermínio, na divisa da Paraíba e Pernambuco. Ivana Forina, presidente da Comissão Manoel Mattos no Conselho Nacional de Direitos Humanos, avalia a importância do júri: 

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Depois da ouvida do policial militar Flávio Inácio Pereira, vão ser ouvidos Cláudio Roberto Borges, apontado como um dos mentores do assassinato; José Nilson Borges, que teria emprestado a arma usada no crime; José da Silva Martins e Sérgio Paulo da Silva, acusados de serem os executores do homicídio. A previsão é que o júri dure, pelo menos, dois dias.

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Em depoimento, José Nilton, dono da espingarda, admitiu que entregou a arma a José da Silva Martins:

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