Interior

Sobrecarregado, IML do Recife recebe demandas de Caruaru


IML da cidade está desativado, já que o novo prédio que deveria abrigar o órgão está com obras atrasadas há cinco anos

Publicado em 16/03/2017, às 08:19

Rádio Jornal

Foto: Reprodução

Somente em 2017, até o mês de março, a cidade de Caruaru, no Agreste, já registrou 58 homicídios. Em todo o ano de 2016 foram 229 mortes. Os números elevados tornam ainda maior a necessidade de se ter uma estrutura de investigação adequada para a polícia.

Vontade existe (ou existiu). Em 2011, o Governo do Estado anunciou a construção de um Complexo de Polícia Científica na Capital do Agreste. A obra começou a sair do papel, mas a construção foi interrompida. Desde então, a estrutura que deveria ter ficado pronta em 2012, está abandonada.

Abandonado também ficou o Instituto de Medicina Legal (IML) que, no projeto, ocuparia o novo prédio. Atualmente a sede do órgão está em reforma, funcionando de maneira precária e improvisada. Os corpos estão sendo enviados para o Recife, aumentando a espera e a dor das famílias.

“Faz com que não haja dignidade para as pessoas que morrem também. A família quer se despedir daquela pessoa e não pode. Isso piora ainda mais aquele momento de tanta dor”, afirma o especialista em segurança pública Adrielmo Moura.



Obras


A construção do Complexo de Caruaru foi orçada em R$ 6 milhões e o projeto incluía outros equipamentos iguais em cidades geograficamente estratégicas para o Estado. Palmares, Goiana, Garanhuns, Salgueiro e Petrolina também esperam pela estrutura. Todas as obras estão atrasadas, no mínimo, há três anos.

A ideia era que, dentro dos prédios, funcionassem, além do IML, O instituto de Criminalística, a Polícia Científica e o Instituto de Identificação Tavares Buril.

Enquanto as obras não são concluídas, a Polícia Civil também encontra dificuldades para trabalhar. No Instituto de Criminalística, responsável por perícias em locais de crimes, as equipes, instaladas, poderiam contribuir com mais rapidez para as investigações, mais pessoas poderiam ser presas com um nível de confiança maior para o processo jurídico.

A secretaria de Defesa Social ainda não se pronunciou sobre a continuidade das obras. Confira mais detalhes na reportagem de Berg Santos:

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Sobrecarregado, IML do Recife recebe demandas de Caruaru



Publicado em 16/03/2017, às 08:19


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Somente em 2017, até o mês de março, a cidade de Caruaru, no Agreste, já registrou 58 homicídios. Em todo o ano de 2016 foram 229 mortes. Os números elevados tornam ainda maior a necessidade de se ter uma estrutura de investigação adequada para a polícia.

Vontade existe (ou existiu). Em 2011, o Governo do Estado anunciou a construção de um Complexo de Polícia Científica na Capital do Agreste. A obra começou a sair do papel, mas a construção foi interrompida. Desde então, a estrutura que deveria ter ficado pronta em 2012, está abandonada.

Abandonado também ficou o Instituto de Medicina Legal (IML) que, no projeto, ocuparia o novo prédio. Atualmente a sede do órgão está em reforma, funcionando de maneira precária e improvisada. Os corpos estão sendo enviados para o Recife, aumentando a espera e a dor das famílias.

“Faz com que não haja dignidade para as pessoas que morrem também. A família quer se despedir daquela pessoa e não pode. Isso piora ainda mais aquele momento de tanta dor”, afirma o especialista em segurança pública Adrielmo Moura.

Obras


A construção do Complexo de Caruaru foi orçada em R$ 6 milhões e o projeto incluía outros equipamentos iguais em cidades geograficamente estratégicas para o Estado. Palmares, Goiana, Garanhuns, Salgueiro e Petrolina também esperam pela estrutura. Todas as obras estão atrasadas, no mínimo, há três anos.

A ideia era que, dentro dos prédios, funcionassem, além do IML, O instituto de Criminalística, a Polícia Científica e o Instituto de Identificação Tavares Buril.

Enquanto as obras não são concluídas, a Polícia Civil também encontra dificuldades para trabalhar. No Instituto de Criminalística, responsável por perícias em locais de crimes, as equipes, instaladas, poderiam contribuir com mais rapidez para as investigações, mais pessoas poderiam ser presas com um nível de confiança maior para o processo jurídico.

A secretaria de Defesa Social ainda não se pronunciou sobre a continuidade das obras. Confira mais detalhes na reportagem de Berg Santos:

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