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Seca dificulta produção de leite no Agreste


Região é responsável por 75% da produção de leite em todo o Estado

Publicado em 20/03/2017, às 11:26

Rádio Jornal

Foto: EBC

De cada quatro litros de leite produzidos em Pernambuco, três têm como origem a região Agreste do Estado. Quanto maior o volume, maior o sofrimento com a seca que já dura mais de cinco anos e castiga os animais.

A produção de leite caiu quase 50% nos últimos anos. “Em 2011 eram mais de 900 milhões de litros produzidos no Agreste. Com a seca, hoje, a quantidade passa um pouco de 480 milhões de litros”, lamenta o professor Airon Melo, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ele diz, ainda, que se não chover em 2017, haverá uma séria depressão, ficando ainda mais difícil recuperar o setor.



Pedidos por água

João Paulo Sobral, secretário de desenvolvimento rural de Garanhuns, um dos municípios mais afetados pela seca, afirma que os criadores aparecem todos os dias, com um único pedido: “Eles só pedem água. Hoje, 95% dos pedidos que recebemos aqui é por água. E todos dizem que não estão preocupados em produzir leite. Eles só querem plantar um pouco de palma para que os animais que sobraram possam sobreviver”, relata.

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Seca dificulta produção de leite no Agreste



Publicado em 20/03/2017, às 11:26


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De cada quatro litros de leite produzidos em Pernambuco, três têm como origem a região Agreste do Estado. Quanto maior o volume, maior o sofrimento com a seca que já dura mais de cinco anos e castiga os animais.

A produção de leite caiu quase 50% nos últimos anos. “Em 2011 eram mais de 900 milhões de litros produzidos no Agreste. Com a seca, hoje, a quantidade passa um pouco de 480 milhões de litros”, lamenta o professor Airon Melo, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ele diz, ainda, que se não chover em 2017, haverá uma séria depressão, ficando ainda mais difícil recuperar o setor.

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Pedidos por água

João Paulo Sobral, secretário de desenvolvimento rural de Garanhuns, um dos municípios mais afetados pela seca, afirma que os criadores aparecem todos os dias, com um único pedido: “Eles só pedem água. Hoje, 95% dos pedidos que recebemos aqui é por água. E todos dizem que não estão preocupados em produzir leite. Eles só querem plantar um pouco de palma para que os animais que sobraram possam sobreviver”, relata.