Notícia | VIOLÊNCIA

Suspeito de matar fisioterapeuta é indiciado por homicídio qualificado


O comerciante Edvan Luiz da Silva foi autuado em flagrante por homicídio triplamente qualificado. Audiência de custódia vai decidir por prisão

Publicado em 06/04/2017, às 11:23

Rádio Jornal

Foto: reprodução/redes sociais
Foto: reprodução/redes sociais

Na manhã desta quinta-feira (6), a Polícia Civil indiciou o comerciante Edvan Luiz da Silva, 29 anos, pelo assassinato da fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo, de 28 anos. Ele foi autuado em flagrante por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, feminicídio e sem chance de defesa. Ele vai passar por audiência de custódia para decidir se será preso ou se vai aguardar o julgamento em liberdade.

Conhecida como Mirella Sena, a fisioterapeuta foi encontrada morta na sala do flat onde morava em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, na manhã dessa quarta-feira (5). O comerciante preso era vizinho da vítima e foi preso horas depois do crime.

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (6), o delegado do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) responsável pelo caso, Francisco Océlio, afirma que o suspeito estuprou a vítima. Houve luta corporal e e matou a fisioterapeuta com uma faca.

De acordo com a Polícia, Edvan Silva é o principal suspeito do crime. Segundo informações da TV Jornal, na porta do apartamento dele foram encontradas marcas de sangue. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) também teriam conseguido encontrar vestígios de sangue na maçaneta e no corredor do 12º andar, onde ambos residiam, usando a substância luminol.

O suspeito se recusou a abrir a porta, que precisou ser arrombada. Dentro do apartamento, a polícia encontrou o suspeito deitado na cama, fingindo que estava dormindo e com sangue na perna.

Nesta manhã, uma perícia do Instituto de Identificação do Tavares Buril será realizada no apartamento de Tássia e do principal suspeito para tentar encontrar novas provas. Saiba mais na reportagem de Juliana Oliveira:



Uma camisa suja de sangue, assim como o material encontrado embaixo das unhas de Tássia Mirella, vão passar por exames de DNA para a comprovação do crime. Porém, a polícia afirma não ter dúvidas de que ele é o responsável pelo caso.

O suspeito

Edvan Luiz da Silva foi preso na tarde dessa quarta-feira (5) e levado para a sede do DHPP. De acordo com o gestor do órgão, o delegado Ivaldo Pereira, o comerciante nega participação no crime, mas entrou em contradição ao responder algumas perguntas feitas pelos agentes.

Após depoimento, ele foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML), onde fez exame de corpo de delito. Na tarde desta quinta-feira (6), ele vai passar por audiência de custódia no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, onde será decidido se ele será preso e encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, ou se responderá em liberdade.

A testemunha

Um morador que não quis se identificar conversou com a reportagem da Rádio Jornal sobre o que viu e ouviu após o crime. Ele diz que tentou atender os pedidos de socorro da vítima, mas não conseguiu entrar no apartamento por que havia uma pessoa dentro do imóvel segurando a porta. "Quando eu tentei abrir a porta, ela abriu de seis a 10 centímetros, mas havia uma resistência de uma outra pessoa que estava lá dentro e não deixava abrir a porta. Eu não sabia quem estava atrás da porta ou que objeto tinha na mão. Eu soltei a porta e ela bateu. Eu fui descendo e ligando para a polícia, que chegou 10 minutos depois", conta. Segundo ele, quando a polícia subiu, conseguiu entrar no imóvel normalmente e já não havia ninguém dentro do imóvel.

A mãe

Durante o velório do corpo de Tássia Mirella, a mãe de fisioterapeuta, Isabel Araújo, estava completamente abalada pelo crime brutal que vitimou a filha. "Eu não aceito a morte da minha filha desse jeito", lamenta. O sepultamento do corpo aconteceu no Cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife.


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Suspeito de matar fisioterapeuta é indiciado por homicídio qualificado



Publicado em 06/04/2017, às 11:23


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[IMAGEM]

Na manhã desta quinta-feira (6), a Polícia Civil indiciou o comerciante Edvan Luiz da Silva, 29 anos, pelo assassinato da fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo, de 28 anos. Ele foi autuado em flagrante por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, feminicídio e sem chance de defesa. Ele vai passar por audiência de custódia para decidir se será preso ou se vai aguardar o julgamento em liberdade.

Conhecida como Mirella Sena, a fisioterapeuta foi encontrada morta na sala do flat onde morava em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, na manhã dessa quarta-feira (5). O comerciante preso era vizinho da vítima e foi preso horas depois do crime.

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (6), o delegado do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) responsável pelo caso, Francisco Océlio, afirma que o suspeito estuprou a vítima. Houve luta corporal e e matou a fisioterapeuta com uma faca.

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De acordo com a Polícia, Edvan Silva é o principal suspeito do crime. Segundo informações da TV Jornal, na porta do apartamento dele foram encontradas marcas de sangue. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) também teriam conseguido encontrar vestígios de sangue na maçaneta e no corredor do 12º andar, onde ambos residiam, usando a substância luminol.

O suspeito se recusou a abrir a porta, que precisou ser arrombada. Dentro do apartamento, a polícia encontrou o suspeito deitado na cama, fingindo que estava dormindo e com sangue na perna.

Nesta manhã, uma perícia do Instituto de Identificação do Tavares Buril será realizada no apartamento de Tássia e do principal suspeito para tentar encontrar novas provas. Saiba mais na reportagem de Juliana Oliveira:

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Uma camisa suja de sangue, assim como o material encontrado embaixo das unhas de Tássia Mirella, vão passar por exames de DNA para a comprovação do crime. Porém, a polícia afirma não ter dúvidas de que ele é o responsável pelo caso.

O suspeito

Edvan Luiz da Silva foi preso na tarde dessa quarta-feira (5) e levado para a sede do DHPP. De acordo com o gestor do órgão, o delegado Ivaldo Pereira, o comerciante nega participação no crime, mas entrou em contradição ao responder algumas perguntas feitas pelos agentes.

Após depoimento, ele foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML), onde fez exame de corpo de delito. Na tarde desta quinta-feira (6), ele vai passar por audiência de custódia no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, onde será decidido se ele será preso e encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, ou se responderá em liberdade.

A testemunha

Um morador que não quis se identificar conversou com a reportagem da Rádio Jornal sobre o que viu e ouviu após o crime. Ele diz que tentou atender os pedidos de socorro da vítima, mas não conseguiu entrar no apartamento por que havia uma pessoa dentro do imóvel segurando a porta. "Quando eu tentei abrir a porta, ela abriu de seis a 10 centímetros, mas havia uma resistência de uma outra pessoa que estava lá dentro e não deixava abrir a porta. Eu não sabia quem estava atrás da porta ou que objeto tinha na mão. Eu soltei a porta e ela bateu. Eu fui descendo e ligando para a polícia, que chegou 10 minutos depois", conta. Segundo ele, quando a polícia subiu, conseguiu entrar no imóvel normalmente e já não havia ninguém dentro do imóvel.

A mãe

Durante o velório do corpo de Tássia Mirella, a mãe de fisioterapeuta, Isabel Araújo, estava completamente abalada pelo crime brutal que vitimou a filha. "Eu não aceito a morte da minha filha desse jeito", lamenta. O sepultamento do corpo aconteceu no Cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife.