Notícia | Congresso

Voltamos ao tempos de Cunha, diz deputado pernambucano sobre votação


Para o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) votação da Reforma Trabalhista no Congresso é alvo de artifícios

Publicado em 20/04/2017, às 10:59

Rádio Jornal
Ravi Soares com informações da Agência Brasil

Reprodução/Rádio Jornal

Um dia depois de rejeitar urgência na tramitação da Reforma Trabalhista, a Câmara dos Deputados voltou atrás e aprovou acelerar a discussão do tema. Para o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) a votação foi alvo de manobra. “Se fez como nos tempos de Eduardo Cunha e perdendo-se a votação utilizou um artificio regimental para submeter um assunto que no dia anterior tinha sido derrotado”, afirma. Ele acredita que independente do resultado de ontem (19), a vitória parcial do Governo é questionável do ponto de vista regimental e que isso não parece abrir um caminho tranquilo para a Reforma da Previdência.

Urgência

Com a aprovação do regime de urgência é possível pular etapas e colocar o projeto da Reforma Trabalhista para ser votado, tanto na comissão quanto no plenário, já na próxima semana. Alguns prazos não precisarão ser mais cumpridos e não será possível pedir vista ou apresentar emendas à matéria na comissão especial que analisa o projeto substitutivo.



Já o texto do relatório da Reforma da Previdência, muito negociado entre governo e base aliada por semanas, será posto em votação apenas no dia 2 de maio, após acordo com a oposição. O governo, inclusive, adota um discurso positivo com relação ao adiamento da votação na comissão especial. No Palácio do Planalto, o entendimento é que foi uma saída para evitar sucessivas obstruções de parlamentares da oposição na votação do relatório.


Recomendados para você

Comentários

Notícia

Voltamos ao tempos de Cunha, diz deputado pernambucano sobre votação



Publicado em 20/04/2017, às 10:59


Rádio Jornal
Ravi Soares com informações da Agência Brasil

[IMAGEM]

Um dia depois de rejeitar urgência na tramitação da Reforma Trabalhista, a Câmara dos Deputados voltou atrás e aprovou acelerar a discussão do tema. Para o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) a votação foi alvo de manobra. “Se fez como nos tempos de Eduardo Cunha e perdendo-se a votação utilizou um artificio regimental para submeter um assunto que no dia anterior tinha sido derrotado”, afirma. Ele acredita que independente do resultado de ontem (19), a vitória parcial do Governo é questionável do ponto de vista regimental e que isso não parece abrir um caminho tranquilo para a Reforma da Previdência.

[uolmais_audio 16196364]

Urgência

Com a aprovação do regime de urgência é possível pular etapas e colocar o projeto da Reforma Trabalhista para ser votado, tanto na comissão quanto no plenário, já na próxima semana. Alguns prazos não precisarão ser mais cumpridos e não será possível pedir vista ou apresentar emendas à matéria na comissão especial que analisa o projeto substitutivo.

Já o texto do relatório da Reforma da Previdência, muito negociado entre governo e base aliada por semanas, será posto em votação apenas no dia 2 de maio, após acordo com a oposição. O governo, inclusive, adota um discurso positivo com relação ao adiamento da votação na comissão especial. No Palácio do Planalto, o entendimento é que foi uma saída para evitar sucessivas obstruções de parlamentares da oposição na votação do relatório.