Notícia | CALAMIDADE PÚBLICA

Chuva castiga Mata Sul: prefeito relata "pânico" e pede ajuda


Prefeito de Água Preta pede ajuda da sociedade "igual a 2010". Prefeito de Palmares diz que chuva continua e que rio "segue subindo"

Publicado em 28/05/2017, às 17:11

Rádio Jornal
Rafael Souza

Chuva desolou cidade de Ribeirão na Zona da Mata Sul.
Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem

A situação é de caos e medo em grande parte das cidades da Zona da Mata Sul de Pernambuco em um fim de semana marcado pelas chuvas fora de controle. No município de Água Preta, o prefeito da localidade falou em "pânico" e pediu ajuda de toda a sociedade. Em Palmares, onde a chuva destruiu grande parte do município em 2010, há mais de cinco mil desabrigados. As duas cidades estão em estado de calamidade pública.

"Cidade em pânico"

O prefeito de Água Preta, Eduardo Coutinho, disse que a chuva não para e que o volume de água do Rio Una, que passa pela cidade, continua subindo: "Há um certo pânico na cidade, tem muita água e muita chuva", afirmou o gestor.

Vista aérea de Barreiros, na Mata Sul. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Vista aérea de Barreiros, na Mata Sul. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem | Alexandre Gondim/JC Imagem
Vista aérea de Ribeirão, na Mata Sul. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Vista aérea de Ribeirão, na Mata Sul. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem | Alexandre Gondim/JC Imagem
Rio Formoso, na Mata Sul. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Rio Formoso, na Mata Sul. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem | Sérgio Bernardo/JC Imagem
Rio Ipojuca, em Bezerros, no Agreste do Estado. Foto: Madu Bione/Cortesia
Rio Ipojuca, em Bezerros, no Agreste do Estado. Foto: Madu Bione/Cortesia | Madu Bione/Cortesia
Rio Ipojuca, em Bezerros, no Agreste do Estado. Foto: Washington Luiz/TV Jornal
Rio Ipojuca, em Bezerros, no Agreste do Estado. Foto: Washington Luiz/TV Jornal | Washington Luiz/TV Jornal
Rio Formoso, na Mata Sul. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Rio Formoso, na Mata Sul. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem | Sérgio Bernardo/JC Imagem
  • Vista aérea de Barreiros, na Mata Sul. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
  • Vista aérea de Ribeirão, na Mata Sul. Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
  • Rio Formoso, na Mata Sul. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
  • Rio Ipojuca, em Bezerros, no Agreste do Estado. Foto: Madu Bione/Cortesia
  • Rio Ipojuca, em Bezerros, no Agreste do Estado. Foto: Washington Luiz/TV Jornal
  • Rio Formoso, na Mata Sul. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

O prefeito de Água Preta fez um apelo para ajuda com o envio de mantimentos: "Queria pedir à sociedade ajuda com água mineral potável, alimentos, agasalhos, cobertores e colchões. Vamos precisar da mesma união que a população teve na tragédia de 2010", relatou. Nas últimas 24 horas, choveu 215 milímetros na cidade. Para o mês inteiro, eram esperados 147 mm de precipitação.

Palmares revive tragédia

Em Palmares, também na Mata Sul, o fantasma do caos em 2010 volta à cabeça de boa parte da população. Em entrevista à Rádio Jornal, o prefeito da cidade, Altair Júnior, disse que tem muita água em todo o município: "a situação é muito crítica, muitos desalojados e desabrigados", afirmou.

Temer vem a Pernambuco para reunião de emergência após chuvas

"Previsão é que chuva continue com força na Mata Sul", diz governador

Duas pessoas estão desaparecidas devido às fortes chuvas em Caruaru

De acordo com o prefeito, na cidade continua chovendo e o rio continua subindo. No distrito de Santo Antônio dos Palmares, quase todos os moradores já estão desabrigados, o equivalente a quase 5 mil pessoas. A maioria dos moradores está na casa de parentes e em escolas públicas. Em Palmares, choveu 174 milímetros nas últimas 24 horas.



"A gente perdeu tudo"

Moradora chora após perder tudo na cidade de Rio Formoso.
Foto: Sérgio Bernardo / JC Imagem

A repórter Aline Matheus, da TV Jornal, trouxe mais informações direto de Rio Formoso, também na Mata Sul, cidade que mais choveu em Pernambuco neste fim de semana. Foram 288 milímetros em apenas 24 horas. Eram esperados 214 mm para todo o mês de maio.

De acordo com a jornalista, às margens da PE-60, a água começa a baixar, mas ainda está na altura da cintura das pessoas. Nas ruas, o cenário é de colchões e roupas no meio da estrada, tudo o que os moradores conseguiram salvar. A dona de casa Marcely Silva relatou o momento de susto: "Já acordamos com meu primo gritando da chegada da água durante a madrugada. Subimos achando que não ia chegar tão alto, mas parecida um açude de tão rápido", afirmou.

A moradora lamenta a destruição: "a gente perdeu tudo", disse. Na cidade, o único hospital está completamente inundado. A cidade está em estado de calamidade assim como outros 13 municípios:

Veja os municípios que estão em estado de calamidade:

Zona da Mata Sul:

Amaraji
Água Preta
Barreiros
Belém de Maria
Catende
Cortês
Gameleira
Jaqueira
Maraial
Palmares
Ribeirão
Rio Formoso
São Benedito do Sul

Agreste:

Barra de Guabiraba

Ribeirão debaixo d'água

Em nota, a Prefeitura do Ribeirão afirmou que 40 famílias estão desabrigadas, 910 famílias desalojadas, 313 casas atingidas por deslizamentos de barreiras, 40 casas parcialmente destruídas e 590 casas atingidas por alagamentos. Na cidade foram registrados cerca de 295,13 milímetros de chuvas, de acordo com o balanço da Defesa Civil 

O prefeito Marcello Maranhão decretou Estado de Emergência. A prefeitura disponibilizou seis para receber as famílias. 


Fonte: Rádio Jornal

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Chuva castiga Mata Sul: prefeito relata "pânico" e pede ajuda



Publicado em 28/05/2017, às 17:11


Rádio Jornal
Rafael Souza

[IMAGEM]

A situação é de caos e medo em grande parte das cidades da Zona da Mata Sul de Pernambuco em um fim de semana marcado pelas chuvas fora de controle. No município de Água Preta, o prefeito da localidade falou em "pânico" e pediu ajuda de toda a sociedade. Em Palmares, onde a chuva destruiu grande parte do município em 2010, há mais de cinco mil desabrigados. As duas cidades estão em estado de calamidade pública.

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"Cidade em pânico"

O prefeito de Água Preta, Eduardo Coutinho, disse que a chuva não para e que o volume de água do Rio Una, que passa pela cidade, continua subindo: "Há um certo pânico na cidade, tem muita água e muita chuva", afirmou o gestor.

[GALERIA]

O prefeito de Água Preta fez um apelo para ajuda com o envio de mantimentos: "Queria pedir à sociedade ajuda com água mineral potável, alimentos, agasalhos, cobertores e colchões. Vamos precisar da mesma união que a população teve na tragédia de 2010", relatou. Nas últimas 24 horas, choveu 215 milímetros na cidade. Para o mês inteiro, eram esperados 147 mm de precipitação.

Palmares revive tragédia

Em Palmares, também na Mata Sul, o fantasma do caos em 2010 volta à cabeça de boa parte da população. Em entrevista à Rádio Jornal, o prefeito da cidade, Altair Júnior, disse que tem muita água em todo o município: "a situação é muito crítica, muitos desalojados e desabrigados", afirmou.

Temer vem a Pernambuco para reunião de emergência após chuvas

"Previsão é que chuva continue com força na Mata Sul", diz governador

Duas pessoas estão desaparecidas devido às fortes chuvas em Caruaru

De acordo com o prefeito, na cidade continua chovendo e o rio continua subindo. No distrito de Santo Antônio dos Palmares, quase todos os moradores já estão desabrigados, o equivalente a quase 5 mil pessoas. A maioria dos moradores está na casa de parentes e em escolas públicas. Em Palmares, choveu 174 milímetros nas últimas 24 horas.

"A gente perdeu tudo"

[IMAGEM2]

A repórter Aline Matheus, da TV Jornal, trouxe mais informações direto de Rio Formoso, também na Mata Sul, cidade que mais choveu em Pernambuco neste fim de semana. Foram 288 milímetros em apenas 24 horas. Eram esperados 214 mm para todo o mês de maio.

De acordo com a jornalista, às margens da PE-60, a água começa a baixar, mas ainda está na altura da cintura das pessoas. Nas ruas, o cenário é de colchões e roupas no meio da estrada, tudo o que os moradores conseguiram salvar. A dona de casa Marcely Silva relatou o momento de susto: "Já acordamos com meu primo gritando da chegada da água durante a madrugada. Subimos achando que não ia chegar tão alto, mas parecida um açude de tão rápido", afirmou.

A moradora lamenta a destruição: "a gente perdeu tudo", disse. Na cidade, o único hospital está completamente inundado. A cidade está em estado de calamidade assim como outros 13 municípios:

Veja os municípios que estão em estado de calamidade:

Zona da Mata Sul:

Amaraji
Água Preta
Barreiros
Belém de Maria
Catende
Cortês
Gameleira
Jaqueira
Maraial
Palmares
Ribeirão
Rio Formoso
São Benedito do Sul

Agreste:

Barra de Guabiraba

Ribeirão debaixo d'água

Em nota, a Prefeitura do Ribeirão afirmou que 40 famílias estão desabrigadas, 910 famílias desalojadas, 313 casas atingidas por deslizamentos de barreiras, 40 casas parcialmente destruídas e 590 casas atingidas por alagamentos. Na cidade foram registrados cerca de 295,13 milímetros de chuvas, de acordo com o balanço da Defesa Civil 

O prefeito Marcello Maranhão decretou Estado de Emergência. A prefeitura disponibilizou seis para receber as famílias. 

Fonte: Rádio Jornal