Notícia | JUSTIÇA

Policiais militares acusados de matar jovem em Itambé se tornam réus


Edvaldo da Silva Alves foi morto após ser baleado por policiais militares durante um protesto cobrando mais segurança em Itambé, na Mata Norte do Estado

Publicado em 17/07/2017, às 14:29

Rádio Jornal

Foto: Reprodução/ Facebook
 

Os quatro policiais militares envolvidos na morte do estudante Edvaldo da Silva Alves, em Itambé, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, vão sentar no banco dos réus. A decisão foi tomada pela justiça, que acatou a denúncia do Ministério Público de Pernambuco protocolada na última quinta-feira (13) pelo promotor João Elias Filho, que denunciou os PMs por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

O veredito contraria o inquérito da Polícia Civil, que concluiu que os policiais não tinham intenção de matar Edvaldo. Sendo assim, vão responder por homicídio doloso, o capitão Ramon Tadeu Silva Cazé, que deu a ordem para o disparo que atingiu a vítima, e o soldado Ivaldo Batista de Sousa Júnior, que atirou na vítima com uma espingarda calibre 12 carregada com cartucho de bala de borracha.

Os policiais militares Alexandre Dutra da Silva e Silvino Lopes de Souza, que estavam no momento do protesto, vão responder processo por omissão de socorro. Os quatro policiais militares têm até dez dias para apresentar a defesa.

O advogado da família de Edvaldo, Ronaldo Jordão, diz que existe a possibilidade de todos os envolvidos serem condenados.

Denúncia

A denúncia do Ministério Público foi acatada pelo juiz Ícaro Nobre Fonseca. O juiz também determinou que os policiais militares estão proibidos de manter qualquer tipo de contato ou aproximação com as testemunhas e informantes citados no processo. Os quatro também precisam informar os endereços profissionais e residenciais e só podem trocar de local com autorização judicial.



A denúncia do promotor João Elias Filho contraria a posição da Polícia Civil, que na pessoa do delegado Pablo de Carvalho, que investigou o caso, havia indiciado apenas dois PMs: o que deu a ordem do tiro e o que atirou por homicídio culposo sem intenção de matar, sob a justificativa de que eles não tinham treinamento adequado para usar a arma e, por isso, eram imperitos. O advogado Ronaldo Jordão diz que a decisão é um alívio para a família do jovem.

Procurada pela reportagem da Rádio Jornal, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco disse que o caso agora é responsabilidade da justiça.

Relembre o caso

O jovem Edvaldo, de 21 anos, foi baleado no dia 17 de março deste ano em protesto por mais segurança em Itambé. O vídeo do momento do disparo ganhou repercussão após ser postado em uma rede social. O jovem passou 25 dias internado no Hospital Miguel Arraes, em Paulista, e faleceu no último dia 11 de abril.


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Policiais militares acusados de matar jovem em Itambé se tornam réus



Publicado em 17/07/2017, às 14:29


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Os quatro policiais militares envolvidos na morte do estudante Edvaldo da Silva Alves, em Itambé, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, vão sentar no banco dos réus. A decisão foi tomada pela justiça, que acatou a denúncia do Ministério Público de Pernambuco protocolada na última quinta-feira (13) pelo promotor João Elias Filho, que denunciou os PMs por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

O veredito contraria o inquérito da Polícia Civil, que concluiu que os policiais não tinham intenção de matar Edvaldo. Sendo assim, vão responder por homicídio doloso, o capitão Ramon Tadeu Silva Cazé, que deu a ordem para o disparo que atingiu a vítima, e o soldado Ivaldo Batista de Sousa Júnior, que atirou na vítima com uma espingarda calibre 12 carregada com cartucho de bala de borracha.

Os policiais militares Alexandre Dutra da Silva e Silvino Lopes de Souza, que estavam no momento do protesto, vão responder processo por omissão de socorro. Os quatro policiais militares têm até dez dias para apresentar a defesa.

O advogado da família de Edvaldo, Ronaldo Jordão, diz que existe a possibilidade de todos os envolvidos serem condenados.

Denúncia

A denúncia do Ministério Público foi acatada pelo juiz Ícaro Nobre Fonseca. O juiz também determinou que os policiais militares estão proibidos de manter qualquer tipo de contato ou aproximação com as testemunhas e informantes citados no processo. Os quatro também precisam informar os endereços profissionais e residenciais e só podem trocar de local com autorização judicial.

A denúncia do promotor João Elias Filho contraria a posição da Polícia Civil, que na pessoa do delegado Pablo de Carvalho, que investigou o caso, havia indiciado apenas dois PMs: o que deu a ordem do tiro e o que atirou por homicídio culposo sem intenção de matar, sob a justificativa de que eles não tinham treinamento adequado para usar a arma e, por isso, eram imperitos. O advogado Ronaldo Jordão diz que a decisão é um alívio para a família do jovem.

Procurada pela reportagem da Rádio Jornal, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco disse que o caso agora é responsabilidade da justiça.

Relembre o caso

O jovem Edvaldo, de 21 anos, foi baleado no dia 17 de março deste ano em protesto por mais segurança em Itambé. O vídeo do momento do disparo ganhou repercussão após ser postado em uma rede social. O jovem passou 25 dias internado no Hospital Miguel Arraes, em Paulista, e faleceu no último dia 11 de abril.