Notícia | REPERCUSSÃO

Banco Central bloqueia mais de R$ 600 mil em quatro contas de Lula


A determinação da Justiça Federal foi tomada após o ex-presidente Lula ser condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro

Publicado em 19/07/2017, às 15:54

Rádio Jornal

Foto: Agência Brasil

O Banco Central informou na tarde desta quarta-feira (19) que bloqueou mais de R$ 600 mil nas contas do ex-presidente Lula por determinação da Justiça Federal, após condenação do juiz Sérgio Moro.

Segundo um comunicado divulgado pelo Banco Central nessa decisão foi decretada o confisco do apartamento como produto do crime. Nesse processo, o ex-presidente Lula deve prestar informações ao Ministério Público Federal.

De acordo com o comunicado, Lula teve R$ 606.727,12 bloqueados em contas no Banco do Brasil, Caixa Econômica, Bradesco e Itaú.

Além do montante em dinheiro, o juiz da primeira instância, Sérgio Moro, confiscou três apartamentos e um terreno, todos em São Bernardo do Campo, e também dois veículos.

Lula deve fazer um novo pronunciamento, por volta das 18h. No último dia 14, Moro também determinou o confisco do tríplex no Guarujá, do qual a posse é atribuída a Lula.



A defesa de Lula disse que vai recorrer da decisão porque considera uma atitude arbitrária.

Confira no flash de Romoaldo de Souza:

 

Condenação de Lula

Na última quarta-feira (12), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 71 anos, foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O juiz da 13ª Vara Federal, em Curitiba, no entanto, não determinou a prisão do petista na ocasião.

Lula foi acusado de ter recebido R$ 3,7 milhões em vantagens ilícitas da empreiteira OAS através de um apartamento no Edifício Solaris, no Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), R$ 1,1 milhão foi para a aquisição do tríplex, outros R$ 926 mil referente a reformas, R$ 342 mil para a instalação de cozinha e outros móveis personalizados, além de R$ 8 mil para a compra de fogão, micro-ondas e geladeira.

O armazenamento dos bens do acervo presidencial, mantidos pela Granero de 2011 a 2016, foi pago também pela OAS. De acordo com os procuradores, custou R$ 1,3 milhão.


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Banco Central bloqueia mais de R$ 600 mil em quatro contas de Lula



Publicado em 19/07/2017, às 15:54


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O Banco Central informou na tarde desta quarta-feira (19) que bloqueou mais de R$ 600 mil nas contas do ex-presidente Lula por determinação da Justiça Federal, após condenação do juiz Sérgio Moro.

Segundo um comunicado divulgado pelo Banco Central nessa decisão foi decretada o confisco do apartamento como produto do crime. Nesse processo, o ex-presidente Lula deve prestar informações ao Ministério Público Federal.

De acordo com o comunicado, Lula teve R$ 606.727,12 bloqueados em contas no Banco do Brasil, Caixa Econômica, Bradesco e Itaú.

Além do montante em dinheiro, o juiz da primeira instância, Sérgio Moro, confiscou três apartamentos e um terreno, todos em São Bernardo do Campo, e também dois veículos.

Lula deve fazer um novo pronunciamento, por volta das 18h. No último dia 14, Moro também determinou o confisco do tríplex no Guarujá, do qual a posse é atribuída a Lula.

A defesa de Lula disse que vai recorrer da decisão porque considera uma atitude arbitrária.

Confira no flash de Romoaldo de Souza:

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Condenação de Lula

Na última quarta-feira (12), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 71 anos, foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O juiz da 13ª Vara Federal, em Curitiba, no entanto, não determinou a prisão do petista na ocasião.

Lula foi acusado de ter recebido R$ 3,7 milhões em vantagens ilícitas da empreiteira OAS através de um apartamento no Edifício Solaris, no Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), R$ 1,1 milhão foi para a aquisição do tríplex, outros R$ 926 mil referente a reformas, R$ 342 mil para a instalação de cozinha e outros móveis personalizados, além de R$ 8 mil para a compra de fogão, micro-ondas e geladeira.

O armazenamento dos bens do acervo presidencial, mantidos pela Granero de 2011 a 2016, foi pago também pela OAS. De acordo com os procuradores, custou R$ 1,3 milhão.