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Cotado para 2018, Haddad descarta plano B: quero Lula candidato


Ciro Gomes (PDT) disse, nessa quinta, que uma chapa formada por ele e Haddad para 2018 seria o "dream team”

Publicado em 11/08/2017, às 09:19

Rádio Jornal

Foto: Instituto Lula

Cotado como uma segunda opção para 2018, Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo e ex- ministro da Educação, disse na manhã desta sexta-feira, 11, que não quer discutir 'plano B', ele quer que a Justiça permita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dispute as eleições presidenciais do próximo ano. "A gente não quer discutir alternativa a Lula. Estamos lançando um livro com 100 advogados para mostrar que a base da condenação contra ele é muito frágil. Não vamos discutir plano B antes de ir até as últimas consequências", disse Haddad à Rádio Jornal.

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, condenou no mês passado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a nove anos e seis meses de prisão em regime fechado. O processo se refere ao apartamento tríplex no Guarujá (SP). Lula vai recorrer em liberdade.

O petista, que está no Recife para participar de evento na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), já está percorrendo o Brasil, como preconizou Lula ao dizer que o ex-prefeito pode substituí-lo como candidato a presidente caso a Justiça o impeça de disputar a eleição em 2018. Desde junho, Haddad já foi ao Rio duas vezes, a Belo Horizonte e a Montes Claros, em Minas, a Goiânia e a Brasília. Tem outras dez viagens marcadas, para cidades como Campinas, Avaré, Florianópolis, São Luís, João Pessoa, Fortaleza e Natal. Quase sempre fala a estudantes em universidades, aproveitando para dar entrevistas à imprensa local.

Ouça a entrevista com Haddad

Nessa quinta-feira (10), em entrevista ao El País, o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) disse que uma chapa formada por ele e Haddad seria o "dream team”. "Haddad representa o que há de melhor no PT e não carrega o estigma que é, em parte, injusto", disse Ciro.



O político criticou duramente o Congresso e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso no âmbito da Operação Lava Jato.

PARA HADDAD, IMPEACHMENT FOI COMPRADO

Fernando Haddad voltou a defender que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi um "golpe" e criticou duramente o Congresso e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso no âmbito da Operação Lava Jato. "Os votos no Congresso Nacional foram comprados a favor do impeachment. Esse Congresso Nacional é uma vergonha, é só deixar as investigações avançarem, é só o governo não abafar a Lava Jato como 'tá' fazendo. Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara com voto comprado. O maior bandido da história desse País", disse.

Questionado sobre a gestão financeira do Governo Dilma, haddad admitiu que ocorreram falhas no governo da ex-presidente e ressaltou a atuação de Aécio Neves (PSDB-MG) no processo de impeachment, em 2016. "A Dilma no desejo de evitar o aumento da inflação e do desemprego, acabou tomando algumas medidas que comprometeram um pouco a saúde financeira do Estado. Somaram-se a alguns erros de condução da Dilma, que ela própria assume, um desejo de desestabilizar o país, vindo da oposição sobretudo do Sr. Aécio Neves. A crise atual é fruto de erros da gestão da Dilma e exacerbados pelo comportamento golpista do Aécio e do Temer".

O petista ainda foi questionado sobre a gestão de seu sucessor, João Doria (PSDB), atual prefeito de São Paulo, mas disse que ainda não tem como avaliar a gestão do tucano. "O Dória está com seis meses de Governo e desses passou um mês fora. É difícil avaliar, é aliado de temer e ano que vem teremos a disputa de dois projetos, o de Temer que não sei quem vai defender e o de Lula", disse.


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Cotado para 2018, Haddad descarta plano B: quero Lula candidato



Publicado em 11/08/2017, às 09:19


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Cotado como uma segunda opção para 2018, Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo e ex- ministro da Educação, disse na manhã desta sexta-feira, 11, que não quer discutir 'plano B', ele quer que a Justiça permita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dispute as eleições presidenciais do próximo ano. "A gente não quer discutir alternativa a Lula. Estamos lançando um livro com 100 advogados para mostrar que a base da condenação contra ele é muito frágil. Não vamos discutir plano B antes de ir até as últimas consequências", disse Haddad à Rádio Jornal.

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, condenou no mês passado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a nove anos e seis meses de prisão em regime fechado. O processo se refere ao apartamento tríplex no Guarujá (SP). Lula vai recorrer em liberdade.

O petista, que está no Recife para participar de evento na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), já está percorrendo o Brasil, como preconizou Lula ao dizer que o ex-prefeito pode substituí-lo como candidato a presidente caso a Justiça o impeça de disputar a eleição em 2018. Desde junho, Haddad já foi ao Rio duas vezes, a Belo Horizonte e a Montes Claros, em Minas, a Goiânia e a Brasília. Tem outras dez viagens marcadas, para cidades como Campinas, Avaré, Florianópolis, São Luís, João Pessoa, Fortaleza e Natal. Quase sempre fala a estudantes em universidades, aproveitando para dar entrevistas à imprensa local.

Ouça a entrevista com Haddad

Nessa quinta-feira (10), em entrevista ao El País, o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) disse que uma chapa formada por ele e Haddad seria o "dream team”. "Haddad representa o que há de melhor no PT e não carrega o estigma que é, em parte, injusto", disse Ciro.

O político criticou duramente o Congresso e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso no âmbito da Operação Lava Jato.

PARA HADDAD, IMPEACHMENT FOI COMPRADO

Fernando Haddad voltou a defender que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi um "golpe" e criticou duramente o Congresso e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso no âmbito da Operação Lava Jato. "Os votos no Congresso Nacional foram comprados a favor do impeachment. Esse Congresso Nacional é uma vergonha, é só deixar as investigações avançarem, é só o governo não abafar a Lava Jato como 'tá' fazendo. Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara com voto comprado. O maior bandido da história desse País", disse.

Questionado sobre a gestão financeira do Governo Dilma, haddad admitiu que ocorreram falhas no governo da ex-presidente e ressaltou a atuação de Aécio Neves (PSDB-MG) no processo de impeachment, em 2016. "A Dilma no desejo de evitar o aumento da inflação e do desemprego, acabou tomando algumas medidas que comprometeram um pouco a saúde financeira do Estado. Somaram-se a alguns erros de condução da Dilma, que ela própria assume, um desejo de desestabilizar o país, vindo da oposição sobretudo do Sr. Aécio Neves. A crise atual é fruto de erros da gestão da Dilma e exacerbados pelo comportamento golpista do Aécio e do Temer".

O petista ainda foi questionado sobre a gestão de seu sucessor, João Doria (PSDB), atual prefeito de São Paulo, mas disse que ainda não tem como avaliar a gestão do tucano. "O Dória está com seis meses de Governo e desses passou um mês fora. É difícil avaliar, é aliado de temer e ano que vem teremos a disputa de dois projetos, o de Temer que não sei quem vai defender e o de Lula", disse.