Notícia | ENTREVISTA

Criminalista critica política de repressão às drogas do Brasil


Segundo o criminalista Plínio Nunes, a questão das drogas está diretamente ligada à violência

Publicado em 23/08/2017, às 11:23

Rádio Jornal

Foto: Acervo JC Imagem

O criminalista Plínio Nunes apontou que a questão das drogas é um ponto central para reduzir a escalada de violência em Pernambuco. Ele conversou com a bancada do Passando a Limpo na manhã desta quarta-feira (23) e criticou a forma como o Brasil trata o combate ao tráfico.

“Já se chegou a um consenso de que a forma como o Brasil aborda a questão das drogas sobre o viés da repressão policial, do encarceramento em massa, principalmente da população jovem e negra, isso tem trazido muito mais prejuízo à sociedade de forma geral do que benefícios”, explicou o criminalista.

Ele apontou que o número de usuários de drogas saltou de 180 milhões de usuários, na década de 90, para 250 milhões, em 2015. “Temos a questão da explosão do contingente prisional. As drogas hoje são a principal causa de encarceramento no Brasil”, avaliou.



O criminalista ainda critica a ação da polícia. “Temos o aumento da violência com a letalidade policial. Nós temos a polícia que mais mata e a que mais morre no mundo e isso por conta de uma guerra que se instalou em relação às drogas. É um tipo de política criminal que fracassou”, destacou.

Segundo ele, o Brasil prioriza a repressão à criminalidade, mas isso sai muito mais caro do que adotar políticas para prevenir. “E essa política de prevenção passa por investimentos em educação, saúde, enfim, políticas de inclusão”, apontou.

Confira os detalhes na entrevista:

Plínio Nunes é professor da Unicap e doutorando em criminologia pela USP. Ele participa de um evento para cobrar ao governo federal uma maior atuação no combate à criminalidade nos Estados. A reunião do Conselho Nacional de Secretários de Segurança do Nordeste (Consene), acontecerá nesta quarta-feira (23), em Salvador, Bahia. O órgão reúne os gestores de segurança e defesa social dos nove estados nordestinos, alguns dos mais prejudicados pelo aumento da violência.

Ouça o Passando a Limpo completo:


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Criminalista critica política de repressão às drogas do Brasil



Publicado em 23/08/2017, às 11:23


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O criminalista Plínio Nunes apontou que a questão das drogas é um ponto central para reduzir a escalada de violência em Pernambuco. Ele conversou com a bancada do Passando a Limpo na manhã desta quarta-feira (23) e criticou a forma como o Brasil trata o combate ao tráfico.

“Já se chegou a um consenso de que a forma como o Brasil aborda a questão das drogas sobre o viés da repressão policial, do encarceramento em massa, principalmente da população jovem e negra, isso tem trazido muito mais prejuízo à sociedade de forma geral do que benefícios”, explicou o criminalista.

Ele apontou que o número de usuários de drogas saltou de 180 milhões de usuários, na década de 90, para 250 milhões, em 2015. “Temos a questão da explosão do contingente prisional. As drogas hoje são a principal causa de encarceramento no Brasil”, avaliou.

O criminalista ainda critica a ação da polícia. “Temos o aumento da violência com a letalidade policial. Nós temos a polícia que mais mata e a que mais morre no mundo e isso por conta de uma guerra que se instalou em relação às drogas. É um tipo de política criminal que fracassou”, destacou.

Segundo ele, o Brasil prioriza a repressão à criminalidade, mas isso sai muito mais caro do que adotar políticas para prevenir. “E essa política de prevenção passa por investimentos em educação, saúde, enfim, políticas de inclusão”, apontou.

Confira os detalhes na entrevista:

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Plínio Nunes é professor da Unicap e doutorando em criminologia pela USP. Ele participa de um evento para cobrar ao governo federal uma maior atuação no combate à criminalidade nos Estados. A reunião do Conselho Nacional de Secretários de Segurança do Nordeste (Consene), acontecerá nesta quarta-feira (23), em Salvador, Bahia. O órgão reúne os gestores de segurança e defesa social dos nove estados nordestinos, alguns dos mais prejudicados pelo aumento da violência.

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