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Nordestinos não podem pagar a conta da crise, diz Geraldo Julio sobre privatização da Chesf


O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), criticou a atitude do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), de privatizar a Chesf

Publicado em 12/09/2017, às 12:04

Rádio Jornal
Antônio Gabriel

Léo Motta/JC Imagem

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), disse que os nordestinos não podem pagar a conta da crise com a perda de um 'patrimônio' como a Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco). Em entrevista ao comunicador Geraldo Freire na manhã desta terça-feira (12), o socialista se disse a favor da região e criticou a atitude de privatização da empresa de energia, encabeçada pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB). 

"Somos a favor dos nordestinos e eles não podem ver um patrimônio como a Chesf para pagar um déficit fiscal. Tem que cuidar, amigo. O Governo vai vender um patrimônio dos nordestinos para pagar essa conta? O Nordeste vai pagar? A região mais pobre do País?", comentou Geraldo. 

O governo federal está analisando a possibilidade de privatizar a Chesf. Os dados de como ocorreria esse processo estão numa consulta pública de reestruturação do setor elétrico que o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou no seu site. A intenção da União é fazer novas concessões com um prazo de 30 anos, privatizando as geradoras que tiveram as suas concessões prorrogadas pela Lei Federal 12.783 de janeiro de 2013, como é o caso da estatal nordestina.

>> Privatização da Eletrobras mexe com o mercado, mas anima Planalto

>> Privatização da Eletrobras e as consequências econômicas

Ainda na proposta, "a privatização de empresas com geradoras na Bacia do São Francisco” teria um componente adicional que seria parte dos recursos da obtidos com a concessão seriam revertidos na recuperação do Rio São Francisco a longo prazo. As principais hidrelétricas da Chesf estão no Rio São Francisco.



O prefeito da capital pernambucana também afirmou que, em caso de privatização da Chesf, a conta de luz deve aumentar e ressaltou o conteúdo da carta assinada pelos nove governadores nordestinos contra a venda da empresa de energia. "Os técnicos da Aneel disseram que a conta vai aumentar e são nove governadores que assinaram a carta. Será que os nove estão lendo o mal que está acontecendo? Se a Chesf for vendida vai ter aumento na conta de energia. O Nordeste vai pagar de novo?".

"Fernando Filho não assumiu o ministério pelo PSB", diz Geraldo Julio

Sobre o posicionamento do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, o prefeito do Recife afirmou que a pasta não é ocupada pelo PSB. "Fernando Filho está no ministério não pelo partido, não é o nosso partido desde 2016."

Fernando Filho afirmou que não tem pretensão de deixar o PSB, mas ressaltou os gastos causados pela geradora de energia. "A Chesf e a Eletrobrás continuarão desempenhando suas funções, só que com um operador privado, muito mais eficiente. Você acha que é normal uma empresa como a Eletrobrás ter mais de R$ 32 bilhões de prejuízo? Você acha que é normal uma empresa como a Eletrobrás ter dois mil empregos recebendo R$ 60 mil? Eu não acho", disse Fernando Filho

Assista o debate da Super Manhã na íntegra


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Nordestinos não podem pagar a conta da crise, diz Geraldo Julio sobre privatização da Chesf



Publicado em 12/09/2017, às 12:04


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O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), disse que os nordestinos não podem pagar a conta da crise com a perda de um 'patrimônio' como a Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco). Em entrevista ao comunicador Geraldo Freire na manhã desta terça-feira (12), o socialista se disse a favor da região e criticou a atitude de privatização da empresa de energia, encabeçada pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB). 

"Somos a favor dos nordestinos e eles não podem ver um patrimônio como a Chesf para pagar um déficit fiscal. Tem que cuidar, amigo. O Governo vai vender um patrimônio dos nordestinos para pagar essa conta? O Nordeste vai pagar? A região mais pobre do País?", comentou Geraldo. 

O governo federal está analisando a possibilidade de privatizar a Chesf. Os dados de como ocorreria esse processo estão numa consulta pública de reestruturação do setor elétrico que o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou no seu site. A intenção da União é fazer novas concessões com um prazo de 30 anos, privatizando as geradoras que tiveram as suas concessões prorrogadas pela Lei Federal 12.783 de janeiro de 2013, como é o caso da estatal nordestina.

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Ainda na proposta, "a privatização de empresas com geradoras na Bacia do São Francisco” teria um componente adicional que seria parte dos recursos da obtidos com a concessão seriam revertidos na recuperação do Rio São Francisco a longo prazo. As principais hidrelétricas da Chesf estão no Rio São Francisco.

O prefeito da capital pernambucana também afirmou que, em caso de privatização da Chesf, a conta de luz deve aumentar e ressaltou o conteúdo da carta assinada pelos nove governadores nordestinos contra a venda da empresa de energia. "Os técnicos da Aneel disseram que a conta vai aumentar e são nove governadores que assinaram a carta. Será que os nove estão lendo o mal que está acontecendo? Se a Chesf for vendida vai ter aumento na conta de energia. O Nordeste vai pagar de novo?".

"Fernando Filho não assumiu o ministério pelo PSB", diz Geraldo Julio

Sobre o posicionamento do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, o prefeito do Recife afirmou que a pasta não é ocupada pelo PSB. "Fernando Filho está no ministério não pelo partido, não é o nosso partido desde 2016."

Fernando Filho afirmou que não tem pretensão de deixar o PSB, mas ressaltou os gastos causados pela geradora de energia. "A Chesf e a Eletrobrás continuarão desempenhando suas funções, só que com um operador privado, muito mais eficiente. Você acha que é normal uma empresa como a Eletrobrás ter mais de R$ 32 bilhões de prejuízo? Você acha que é normal uma empresa como a Eletrobrás ter dois mil empregos recebendo R$ 60 mil? Eu não acho", disse Fernando Filho

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