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Após chuvas, moradores de Palmares recebem auxílio de R$ 150


Em maio deste ano, o município de Palmares foi castigado pela força das chuvas. As 100 famílias que perderam as casas ainda recebem auxílio da prefeitura

Publicado em 13/09/2017, às 16:10

Rádio Jornal

Foto: Juliana Oliveira/ Rádio Jornal

O município de Palmares, localizado na Zona da Mata Sul do Estado, a 120km do Recife, ainda sofre as consequências da enchente que aconteceu no último mês de maio. Quatro meses após as fortes chuvas que caíram na região, os moradores tentam reconquistar aos poucos o que a água não levou.

Confira mais detalhes com a repórter Juliana Oliveira:

A cidade, que tem quase 60 mil habitantes, foi uma das mais atingidas pela cheia. A água invadiu casas, escolas, repartições públicas e o comércio do município. A população palmeirense não esqueceu o que viveu nos dias 27 e 28 de maio.

A cozinheira dona Maria de Lourdes, que mora no bairro da Cohab I, teve que mudar de casa após a enxurrada. “Horrível! Eu saí e deixei minhas coisas todinhas na casa. De repente a água estava dentro de casa sem a gente esperar”, relatou.

Além do bairro Centro, o temporal também castigou os bairros de São Sebastião, mais conhecido como Pedreiras, e o bairro da Cohab I. De acordo com a APAC – Agência Pernambucana de Águas e Clima, foram mais de 200mm registrados em apenas dois dias de chuva.



Após as chuvas

| Foto: Juliana Oliveira/ Rádio Jornal
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| Foto: Juliana Oliveira/ Rádio Jornal
| Foto: Juliana Oliveira/ Rádio Jornal

Hoje, a rotina na cidade começa se reestabelecer. O comércio, as escolas e as repartições públicas estão com as portas abertas e funcionando normalmente. As 5 mil pessoas desalojadas voltaram para as residências, mas as 100 famílias que perderam as casas nas enchentes, foram relocadas para alguns imóveis, estão vivendo com auxílio aluguel de R$ 150, que é fornecido pela Prefeitura da cidade.

De acordo com o prefeito Altair Júnior, toda assistência prestada aos moradores, veio de voluntários de organizações não governamentais e do cofre da própria Prefeitura. “Na verdade, recebemos bastante apoio de muita gente. Como alimentação, roupas... O próprio Estado ajudou com colchão, com cesta básica, com alguma ajuda deste tipo. Mas, o recurso do financeiro, foi todo do tesouro do município. Então na verdade não chegou nem um centavo... nem do Governo Federal nem do Governo Estadual”, destacou o prefeito.  

De acordo com o Governo Estadual, R$ 22 milhões foram liberados para ajuda humanitária, nas 27 cidades do Agreste e da Mata Sul atingidas pela enchente. Essa verba foi usada na aquisição de cestas básicas e kits de higiene e limpeza.

Ainda de acordo com o Estado, o Governo Federal ficou de liberar mais R$ 25 milhões para serem usados na aplicação de gel-manta e mais R$ 117 milhões para a recuperação das estradas, pontes e passarelas que foram danificadas durante a enxurrada.


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Após chuvas, moradores de Palmares recebem auxílio de R$ 150



Publicado em 13/09/2017, às 16:10


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O município de Palmares, localizado na Zona da Mata Sul do Estado, a 120km do Recife, ainda sofre as consequências da enchente que aconteceu no último mês de maio. Quatro meses após as fortes chuvas que caíram na região, os moradores tentam reconquistar aos poucos o que a água não levou.

Confira mais detalhes com a repórter Juliana Oliveira:

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A cidade, que tem quase 60 mil habitantes, foi uma das mais atingidas pela cheia. A água invadiu casas, escolas, repartições públicas e o comércio do município. A população palmeirense não esqueceu o que viveu nos dias 27 e 28 de maio.

A cozinheira dona Maria de Lourdes, que mora no bairro da Cohab I, teve que mudar de casa após a enxurrada. “Horrível! Eu saí e deixei minhas coisas todinhas na casa. De repente a água estava dentro de casa sem a gente esperar”, relatou.

Além do bairro Centro, o temporal também castigou os bairros de São Sebastião, mais conhecido como Pedreiras, e o bairro da Cohab I. De acordo com a APAC – Agência Pernambucana de Águas e Clima, foram mais de 200mm registrados em apenas dois dias de chuva.

Após as chuvas

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Hoje, a rotina na cidade começa se reestabelecer. O comércio, as escolas e as repartições públicas estão com as portas abertas e funcionando normalmente. As 5 mil pessoas desalojadas voltaram para as residências, mas as 100 famílias que perderam as casas nas enchentes, foram relocadas para alguns imóveis, estão vivendo com auxílio aluguel de R$ 150, que é fornecido pela Prefeitura da cidade.

De acordo com o prefeito Altair Júnior, toda assistência prestada aos moradores, veio de voluntários de organizações não governamentais e do cofre da própria Prefeitura. “Na verdade, recebemos bastante apoio de muita gente. Como alimentação, roupas... O próprio Estado ajudou com colchão, com cesta básica, com alguma ajuda deste tipo. Mas, o recurso do financeiro, foi todo do tesouro do município. Então na verdade não chegou nem um centavo... nem do Governo Federal nem do Governo Estadual”, destacou o prefeito.  

De acordo com o Governo Estadual, R$ 22 milhões foram liberados para ajuda humanitária, nas 27 cidades do Agreste e da Mata Sul atingidas pela enchente. Essa verba foi usada na aquisição de cestas básicas e kits de higiene e limpeza.

Ainda de acordo com o Estado, o Governo Federal ficou de liberar mais R$ 25 milhões para serem usados na aplicação de gel-manta e mais R$ 117 milhões para a recuperação das estradas, pontes e passarelas que foram danificadas durante a enxurrada.