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Kelvis Duran critica governo do Estado: eles nos excluem de tudo


O cantor Kelvis Duran foi entrevistado pelo Frequência 2.0 e lamentou que o brega não tenha mesmo espaço que outros ritmos no Carnaval e São João

Publicado em 16/09/2017, às 10:51

Rádio Jornal

Reprodução/Rádio Jornal

Considerado o Príncipe do Brega, o cantor Kelvis Duran foi o grande entrevistado da edição especial de Brega do Frequência 2.0 nesta sexta-feira (15). Na conversa com os apresentadores Rafael Souza e Ravi Soares, ele abriu o coração ao falar da carreira e da vida pessoal.

Os apresentadores Rafael Souza e Ravi Soares com o cantor Kelvis Duran Os apresentadores Rafael Souza e Ravi Soares com o cantor Kelvis Duran
Reprodução/Rádio Jornal

O programa ainda contou com as participações do professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e autor do livro “Ninguém é perfeito e a vida é assim”, Thiago Soares, e do elenco da peça “Ritmo Kente – Um Brega de Musical”.

O Príncipe do Brega

Conhecido pelas alcunhas de Príncipe do Brega ou Príncipe do Calipso, Kelvis Duran é natural de Areia Branca, no Rio Grande do Norte. O cantor explica que a mudança para Pernambuco ocorreu de forma natural e foi no estado em que consolidou a sua carreira. “Amo o meu povo, mas foi aqui onde realizei todos os meus sonhos profissionais e onde a minha música tocou de verdade”, afirma. Ele também diz se considerar pernambucano. “Nem todo recifense conhece a capital como eu. Atravesso a cidade de ponta a ponta e conheço tudo. Eu me sinto um pernambucano e um recifense”, garante.

Dias difíceis

Na entrevista, Kelvis lembrou dos tempos difíceis ao se mudar para Carpina. “A situação estava muito ruim financeiramente e eu não podia ajudar os meus pais nem com dez reais. Foi uma crise financeira pesada mesmo”, conta. De acordo com o cantor, a empresária é quem o ajudava com uma cesta básica. “Ela chegava com uma pra mim e outra pra Solange Almeida”, referindo-se a ex-vocalista da Banda Aviões do Forró.



Carreira

O cantor chegou a participar da Banda Caviar com Rapadura e depois montou a Banda K2C, que acabou se dissolvendo por desentendimento entre os integrantes. No entanto foi na carreira solo que tudo aconteceu. “Botei o teclado debaixo do braço, fui pra Zona da Mata Norte e comecei a fazer meus shows. Graças a Deus hoje vivo da música”, explica.

Estilo

Quando sobe ao palco, Kelvis Duran procura vestir sempre roupas que gosta. Muitos dos figurinos, inclusive, são feitos por ele mesmo. “Eu sempre fui um cara que gostei de me vestir diferente. Você tem que entrar no palco de alguma forma, pode ser bonito ou feio. Eu acho que tem que ter um estilo legal”, fala.

O brega de hoje

Questionado sobre o que acha da cena atual do Brega, o cantor afirma que é natural o ritmo passar por transformações, mas tem dúvidas se os MC’s se encaixam nessa categoria. “Tem o Sheldon e o Troinha, uma rapaziada que eu também curto. Não sei dizer se é brega. Sei que é muito gostoso, é um ritmo envolvente e eu canto no meu show. Acho que é uma swingueira com funk”, comenta.

Visibilidade

Para Kelvis Duran, o brega ainda sofre em Pernambuco para ganhar espaço em eventos tradicionais como o Carnaval e o São João. “Eles nos excluem de tudo”, diz. O cantor ressalta que até já fez shows no Recife Antigo durante o período carnavalesco, mas apenas em festas privadas. “Nós nascemos na periferia e hoje o público de outras classes nos acolheu, mas os governantes, por questões políticas, nos olham atravessado até hoje. Nós não temos espaço nenhum”, reclama. Kelvis também não acredita que a chamada “Lei do Brega” pode melhorar essa situação. “Não muda nada. Eu não fiz carnaval nenhum aqui. Eu canto frevo, sei as marchinhas, mas eu não tenho essa oportunidade”, queixa-se.


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Publicado em 16/09/2017, às 10:51


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Considerado o Príncipe do Brega, o cantor Kelvis Duran foi o grande entrevistado da edição especial de Brega do Frequência 2.0 nesta sexta-feira (15). Na conversa com os apresentadores Rafael Souza e Ravi Soares, ele abriu o coração ao falar da carreira e da vida pessoal.

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O programa ainda contou com as participações do professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e autor do livro “Ninguém é perfeito e a vida é assim”, Thiago Soares, e do elenco da peça “Ritmo Kente – Um Brega de Musical”.

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O Príncipe do Brega

Conhecido pelas alcunhas de Príncipe do Brega ou Príncipe do Calipso, Kelvis Duran é natural de Areia Branca, no Rio Grande do Norte. O cantor explica que a mudança para Pernambuco ocorreu de forma natural e foi no estado em que consolidou a sua carreira. “Amo o meu povo, mas foi aqui onde realizei todos os meus sonhos profissionais e onde a minha música tocou de verdade”, afirma. Ele também diz se considerar pernambucano. “Nem todo recifense conhece a capital como eu. Atravesso a cidade de ponta a ponta e conheço tudo. Eu me sinto um pernambucano e um recifense”, garante.

Dias difíceis

Na entrevista, Kelvis lembrou dos tempos difíceis ao se mudar para Carpina. “A situação estava muito ruim financeiramente e eu não podia ajudar os meus pais nem com dez reais. Foi uma crise financeira pesada mesmo”, conta. De acordo com o cantor, a empresária é quem o ajudava com uma cesta básica. “Ela chegava com uma pra mim e outra pra Solange Almeida”, referindo-se a ex-vocalista da Banda Aviões do Forró.

Carreira

O cantor chegou a participar da Banda Caviar com Rapadura e depois montou a Banda K2C, que acabou se dissolvendo por desentendimento entre os integrantes. No entanto foi na carreira solo que tudo aconteceu. “Botei o teclado debaixo do braço, fui pra Zona da Mata Norte e comecei a fazer meus shows. Graças a Deus hoje vivo da música”, explica.

Estilo

Quando sobe ao palco, Kelvis Duran procura vestir sempre roupas que gosta. Muitos dos figurinos, inclusive, são feitos por ele mesmo. “Eu sempre fui um cara que gostei de me vestir diferente. Você tem que entrar no palco de alguma forma, pode ser bonito ou feio. Eu acho que tem que ter um estilo legal”, fala.

O brega de hoje

Questionado sobre o que acha da cena atual do Brega, o cantor afirma que é natural o ritmo passar por transformações, mas tem dúvidas se os MC’s se encaixam nessa categoria. “Tem o Sheldon e o Troinha, uma rapaziada que eu também curto. Não sei dizer se é brega. Sei que é muito gostoso, é um ritmo envolvente e eu canto no meu show. Acho que é uma swingueira com funk”, comenta.

Visibilidade

Para Kelvis Duran, o brega ainda sofre em Pernambuco para ganhar espaço em eventos tradicionais como o Carnaval e o São João. “Eles nos excluem de tudo”, diz. O cantor ressalta que até já fez shows no Recife Antigo durante o período carnavalesco, mas apenas em festas privadas. “Nós nascemos na periferia e hoje o público de outras classes nos acolheu, mas os governantes, por questões políticas, nos olham atravessado até hoje. Nós não temos espaço nenhum”, reclama. Kelvis também não acredita que a chamada “Lei do Brega” pode melhorar essa situação. “Não muda nada. Eu não fiz carnaval nenhum aqui. Eu canto frevo, sei as marchinhas, mas eu não tenho essa oportunidade”, queixa-se.