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Temer só se importa com sobrevivência política e não com o povo, diz Paulo Câmara


O governador também criticou a privatização da Eletrobrás e disse que é "perigoso tapar rombo público às custas das pessoas"

Publicado em 05/10/2017, às 11:54

Rádio Jornal

Foto: Beto Barata / Presidência da República

Governador de Pernambuco e vice-presidente do PSB, Paulo Câmara fez duras críticas ao governo de Michel Temer (PMDB), na manhã desta quinta-feira (5). Para o socialista, o governo federal, hoje, só se importa com a sobrevivência política e não com as demandas da população.

Paulo Câmara disse que, em meio à crise, o País precisa de ação e planejamento para o futuro. "O Governo Temer se preocupa com sua sobrevivência política e o Governo de Pernambuco se preocupa com a sobrevivência do povo. O Brasil precisa de ação, planejamento para o futuro. Isso precisa ser feito no Brasil aprimorar e ouvir o povo. As pessoas não pensam na sobrevivência do povo, somente na sobrevivência política", ressaltou.

O PSB rompeu com governo Temer e pediu renúncia do peemedebista em maio deste ano. Para a cúpula do partido, Temer não tem mais condições de continuar governando e deve abrir mão do cargo.

Hoje, o peemedebista articula com a base aliada na Câmara uma reação à segunda denúncia apresentada contra ele, por organização criminosa e obstrução de Justiça. Temer foi acusado pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ser “chefe” do suposto “quadrilhão do PMDB” em 2016. Além dele, são acusados caciques do partido, incluindo os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).



A denúncia aponta que o suposto esquema gerou pelo menos R$ 587 milhões de propina por ações ilícitas através de órgãos como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados.As novas acusações também têm como base a delação de Joesley Batista, mas tem ainda como elementos depoimentos de Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB, e elementos colhidos pela Polícia Federal em investigação sobre o chamado “quadrilhão” do partido.

A defesa de Temer rechaça as acusações.

PRIVATIZAÇÃO DA CHESF E ELETROBRÁS

O governador também se posicionou contra o plano de privatizar a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). A ideia foi proposta pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB).

"Estamos com uma visão simplista de tapar rombo com a venda da Eletrobrás e Chesf. Isso eu não vou concordar. Vai ter aumento de conta de luz. Temos que ter cuidado ao tomar essas decisões. Tapar rombo público às custas das pessoas é perigoso. O processo de privatização não pode ser feita como está sendo feita. O debate está errado. De uma hora para outra os funcionários competentes viraram marajás. Esse debate tem que ser feito com serenidade e pé no chão. Os governadores do Nordeste fizeram uma carta para o governo Temer e até agora nenhuma resposta, nenhuma reunião, nem para mostrar que estamos errados, apesar de achar que não estamos. Isso vai de encontro com a população do Nordeste e do Brasil", concluiu o governador.

Ouça o debate na íntegra com o governador


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Temer só se importa com sobrevivência política e não com o povo, diz Paulo Câmara



Publicado em 05/10/2017, às 11:54


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Governador de Pernambuco e vice-presidente do PSB, Paulo Câmara fez duras críticas ao governo de Michel Temer (PMDB), na manhã desta quinta-feira (5). Para o socialista, o governo federal, hoje, só se importa com a sobrevivência política e não com as demandas da população.

Paulo Câmara disse que, em meio à crise, o País precisa de ação e planejamento para o futuro. "O Governo Temer se preocupa com sua sobrevivência política e o Governo de Pernambuco se preocupa com a sobrevivência do povo. O Brasil precisa de ação, planejamento para o futuro. Isso precisa ser feito no Brasil aprimorar e ouvir o povo. As pessoas não pensam na sobrevivência do povo, somente na sobrevivência política", ressaltou.

O PSB rompeu com governo Temer e pediu renúncia do peemedebista em maio deste ano. Para a cúpula do partido, Temer não tem mais condições de continuar governando e deve abrir mão do cargo.

Hoje, o peemedebista articula com a base aliada na Câmara uma reação à segunda denúncia apresentada contra ele, por organização criminosa e obstrução de Justiça. Temer foi acusado pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ser “chefe” do suposto “quadrilhão do PMDB” em 2016. Além dele, são acusados caciques do partido, incluindo os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

A denúncia aponta que o suposto esquema gerou pelo menos R$ 587 milhões de propina por ações ilícitas através de órgãos como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados.As novas acusações também têm como base a delação de Joesley Batista, mas tem ainda como elementos depoimentos de Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB, e elementos colhidos pela Polícia Federal em investigação sobre o chamado “quadrilhão” do partido.

A defesa de Temer rechaça as acusações.

PRIVATIZAÇÃO DA CHESF E ELETROBRÁS

O governador também se posicionou contra o plano de privatizar a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). A ideia foi proposta pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB).

"Estamos com uma visão simplista de tapar rombo com a venda da Eletrobrás e Chesf. Isso eu não vou concordar. Vai ter aumento de conta de luz. Temos que ter cuidado ao tomar essas decisões. Tapar rombo público às custas das pessoas é perigoso. O processo de privatização não pode ser feita como está sendo feita. O debate está errado. De uma hora para outra os funcionários competentes viraram marajás. Esse debate tem que ser feito com serenidade e pé no chão. Os governadores do Nordeste fizeram uma carta para o governo Temer e até agora nenhuma resposta, nenhuma reunião, nem para mostrar que estamos errados, apesar de achar que não estamos. Isso vai de encontro com a população do Nordeste e do Brasil", concluiu o governador.

Ouça o debate na íntegra com o governador

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