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Para Raimundo Carrero, brasileiro tem hábito de ler bem e muito


O escritor Raimundo Carrero foi entrevistado pelo Frequência 2.0 e questionou os baixos índices de leitura entre brasileiros

Publicado em 07/10/2017, às 10:50

Rádio Jornal
Ravi Soares e Rafael Souza

Reprodução/Rádio Jornal

Pegando carona no início da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, o Frequência 2.0 foi invadido pela literatura nesta sexta-feira (06). O programa contou com uma entrevista com o escritor pernambucano Raimundo Carrero, além da participação da jovem escritora e blogueira, Mirela Paes. O elenco da peça “Aladim – O Musical Recife”, adaptação do conto das “Mil e Uma Noites”, também marcou presença. Escute o programa completo abaixo:

Raimundo Carrero

Raimundo Carrero com os apresentadores Rafael Souza e Ravi Soares Raimundo Carrero com os apresentadores Rafael Souza e Ravi Soares
Reprodução/Rádio Jornal

Natural de Salgueiro, no Sertão do Estado, Raimundo Carrero foi ainda jovem para o Recife. Apesar de ser formado em Ciências Socais, trabalhou por quase 30 anos como jornalista. Também foi professor na Universidade Federal de Pernambuco e chegou a fundar uma oficina para ajudar jovens escritores. Ainda participou, junto com Ariano Suassuna, da criação do Movimento Armorial.

Amizade com Ariano

Para Carrero, a relação com Ariano Suassuana foi fundamental para a sua escrita. “Minha faculdade, meu mestrado e meu doutorado foi Ariano Suassuna”, afirma. A amizade, no entanto, surgiu por acaso. Ao conversar com um livreiro e falar sobre textos que tinha escrito, foi incentivado a mostrar a Ariano. “Ele me entregou o telefone de Ariano. Aí começou uma grande amizade e um extraordinário aprendizado”, explica Raimundo Carrero. Para o escritor, o líder do Movimento Armorial foi muito mais que um amigo. “Ariano foi uma espécie de pai espiritual”, completa.

Censura

Apesar do cenário de instabilidade no país, Raimundo Carrero acredita que hoje se vive melhor do que alguns anos atrás. “Hoje nós temos muita liberdade. Até a década de 1950 nós tivemos uma rigorosa censura religiosa”, diz. Ele explica que poucos pais deixavam os filhos lerem naquela época. “Falavam que as mulheres não podiam ler porque iam ver o mundo demais e aprender muita coisa cedo. Já os homens não podiam ler porque iam ficar efeminados”, conta. Carrero também comenta os tempos difíceis da época da ditadura. “Uma ditadura, por melhor que ela seja, como dizem e apregoam por aí — embora eu não veja nada de melhor — é sempre uma ditadura e por isso é complexa e difícil”, afirma.

Talento X Aprendizado

Raimundo Carrero defende que a arte de escrever vai além de talento e pode ser aprendida. “Se você tem uma família como eu tive, que me ajudou a ler, escrever e entender a literatura, isso vai entrando no seu sangue”, garante. O escritor também diz que a prática é imprescindível para quem quer escrever. “Talento se aprende e se aprende fazendo”, fala.



Hábito de leitura

Questionado sobre o que acha do hábito de leitura dos brasileiros, Raimundo Carrero se mostra otimista. “Nós lemos bem e lemos muito”, afirma o escritor. Ele questiona as pesquisas que apontam altos índices de não leitores. “Por algum motivo, pesquisas indicam coisas extremamente absurdas, mas da década de 1960 para cá, o nível de leitura do brasileiro melhorou muito. O que nós tivemos foram falhas de educação”, explica.

Literatura jovem

O Frequência 2.0 contou também com a presença da escritora e blogueira Mirela Paes. Ela está lançando o seu segundo título na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. A autora de “Destinos Cruzados” comentou as notícias da semana e os assuntos que estão repercutindo na internet.

Viagem pelas arábias

O programa ainda teve a participação do elenco da peça “Aladim – O Musical Recife” que falou sobre a adaptação do conto das “Mil e Uma Noites”. A produção inseriu elementos regionais para que o público nordestino possa se identificar melhor com o espetáculo. Ao todo são 39 atores no palco durante 2 horas de apresentação. As músicas são cantadas ao vivo e o elenco é acompanhado por uma orquestra.

Mais

Na coluna “Sexo e Relacionamento”, com a sexóloga Silvana Melo, os ouvintes puderam enviar perguntas e tirar dúvidas. Já a astróloga Angela Brainer explicou na coluna “Astros e Estrelas" qual a importância do ascendente no mapa astral. Apresentado pelos jornalistas Rafael Souza e Ravi Soares, o "Frequência 2.0" é transmitido toda sexta-feira, às 23h, com reprise aos domingos, às 21h. Dúvidas e sugestões podem ser enviadas pelo e-mail frequencia@radiojornal.com.br ou nas redes sociais da Rádio Jornal.


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Para Raimundo Carrero, brasileiro tem hábito de ler bem e muito



Publicado em 07/10/2017, às 10:50


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Ravi Soares e Rafael Souza

[IMAGEM]

Pegando carona no início da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, o Frequência 2.0 foi invadido pela literatura nesta sexta-feira (06). O programa contou com uma entrevista com o escritor pernambucano Raimundo Carrero, além da participação da jovem escritora e blogueira, Mirela Paes. O elenco da peça “Aladim – O Musical Recife”, adaptação do conto das “Mil e Uma Noites”, também marcou presença. Escute o programa completo abaixo:

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Raimundo Carrero

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Natural de Salgueiro, no Sertão do Estado, Raimundo Carrero foi ainda jovem para o Recife. Apesar de ser formado em Ciências Socais, trabalhou por quase 30 anos como jornalista. Também foi professor na Universidade Federal de Pernambuco e chegou a fundar uma oficina para ajudar jovens escritores. Ainda participou, junto com Ariano Suassuna, da criação do Movimento Armorial.

Amizade com Ariano

Para Carrero, a relação com Ariano Suassuana foi fundamental para a sua escrita. “Minha faculdade, meu mestrado e meu doutorado foi Ariano Suassuna”, afirma. A amizade, no entanto, surgiu por acaso. Ao conversar com um livreiro e falar sobre textos que tinha escrito, foi incentivado a mostrar a Ariano. “Ele me entregou o telefone de Ariano. Aí começou uma grande amizade e um extraordinário aprendizado”, explica Raimundo Carrero. Para o escritor, o líder do Movimento Armorial foi muito mais que um amigo. “Ariano foi uma espécie de pai espiritual”, completa.

Censura

Apesar do cenário de instabilidade no país, Raimundo Carrero acredita que hoje se vive melhor do que alguns anos atrás. “Hoje nós temos muita liberdade. Até a década de 1950 nós tivemos uma rigorosa censura religiosa”, diz. Ele explica que poucos pais deixavam os filhos lerem naquela época. “Falavam que as mulheres não podiam ler porque iam ver o mundo demais e aprender muita coisa cedo. Já os homens não podiam ler porque iam ficar efeminados”, conta. Carrero também comenta os tempos difíceis da época da ditadura. “Uma ditadura, por melhor que ela seja, como dizem e apregoam por aí — embora eu não veja nada de melhor — é sempre uma ditadura e por isso é complexa e difícil”, afirma.

Talento X Aprendizado

Raimundo Carrero defende que a arte de escrever vai além de talento e pode ser aprendida. “Se você tem uma família como eu tive, que me ajudou a ler, escrever e entender a literatura, isso vai entrando no seu sangue”, garante. O escritor também diz que a prática é imprescindível para quem quer escrever. “Talento se aprende e se aprende fazendo”, fala.

Hábito de leitura

Questionado sobre o que acha do hábito de leitura dos brasileiros, Raimundo Carrero se mostra otimista. “Nós lemos bem e lemos muito”, afirma o escritor. Ele questiona as pesquisas que apontam altos índices de não leitores. “Por algum motivo, pesquisas indicam coisas extremamente absurdas, mas da década de 1960 para cá, o nível de leitura do brasileiro melhorou muito. O que nós tivemos foram falhas de educação”, explica.

Literatura jovem

O Frequência 2.0 contou também com a presença da escritora e blogueira Mirela Paes. Ela está lançando o seu segundo título na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. A autora de “Destinos Cruzados” comentou as notícias da semana e os assuntos que estão repercutindo na internet.

Viagem pelas arábias

O programa ainda teve a participação do elenco da peça “Aladim – O Musical Recife” que falou sobre a adaptação do conto das “Mil e Uma Noites”. A produção inseriu elementos regionais para que o público nordestino possa se identificar melhor com o espetáculo. Ao todo são 39 atores no palco durante 2 horas de apresentação. As músicas são cantadas ao vivo e o elenco é acompanhado por uma orquestra.

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