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Empresas de planos de saúde são bancos, critica presidente da Aduseps


Debate da Super Manhã falou sobre planos de saúde, diminuição no número de beneficiários e as dificuldades enfrentadas pelos clientes

Publicado em 07/12/2017, às 13:48

Rádio Jornal

Foto: Julio Cirne/ Radio Jornal

O debate da Supermanhã desta quinta (7) falou sobre planos de saúde e recebeu André Longo, diretor-presidente do IRH e ex-presidente da ANS, Flávio Wanderley, presidente regional da Abramge, e Renê Patriota, presidente da Aduseps (Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde).

André Longo relatou a situação delicada que os planos de saúde enfrentam. “A situação dos planos de saúde no Brasil é muito complexa. Nós estamos vivendo um momento de retração importante desse mercado. O brasil já teve mais de 50,5 milhões de beneficiários. Perdemos 3 milhões nessa crise, dos quais 200 mil em Pernambuco”, contou.

Ele criticou a forma como a operadora divulga os serviços e o modo como o beneficiário utiliza os planos. “Existe um problema comportamental da operadora, que muitas vezes quer vender o que não pode entregar. Existe do problema do beneficiário que muitas vezes é estimulado a utilização de forma muitas vezes não necessário”, disse, criticando ainda a forma como as prestadoras de serviços (hospitais e clínicas, por exemplo) estimulam ao uso desenfreado dos procedimentos. “Você tem um processo voltado para o consumo, quando na verdade nós deveríamos estar focados muito mais em prevenção e em promoção de saúde”, completou. André comparou a utilização do plano de saúde à dos seguros de carro.  



Renê Patriota rebateu as afirmações de André Longo. "Eu acho que a comparação de seguro de carro e seguro de pessoas não pega. São muito diferentes", destacou. "As empresas de plano de saúde são bancos, são empresas mercantis. Elas não entraram para fazer caridade. E quando você precisa elas dizem uma frase: sinto muito", criticou. "Como é que a ANS não enfrentou a questão do contrato antigo, a questão de não obrigar as operadoras a vender contratos individuais?", questionou.  

Ela criticou a forma como o Congresso Nacional ignora os problemas dos planos de saúde, como quando o consumidor é ignorado pelas operadoras.   

Confira o programa completo e entenda mais sobre a questão:


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Empresas de planos de saúde são bancos, critica presidente da Aduseps



Publicado em 07/12/2017, às 13:48


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O debate da Supermanhã desta quinta (7) falou sobre planos de saúde e recebeu André Longo, diretor-presidente do IRH e ex-presidente da ANS, Flávio Wanderley, presidente regional da Abramge, e Renê Patriota, presidente da Aduseps (Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde).

André Longo relatou a situação delicada que os planos de saúde enfrentam. “A situação dos planos de saúde no Brasil é muito complexa. Nós estamos vivendo um momento de retração importante desse mercado. O brasil já teve mais de 50,5 milhões de beneficiários. Perdemos 3 milhões nessa crise, dos quais 200 mil em Pernambuco”, contou.

Ele criticou a forma como a operadora divulga os serviços e o modo como o beneficiário utiliza os planos. “Existe um problema comportamental da operadora, que muitas vezes quer vender o que não pode entregar. Existe do problema do beneficiário que muitas vezes é estimulado a utilização de forma muitas vezes não necessário”, disse, criticando ainda a forma como as prestadoras de serviços (hospitais e clínicas, por exemplo) estimulam ao uso desenfreado dos procedimentos. “Você tem um processo voltado para o consumo, quando na verdade nós deveríamos estar focados muito mais em prevenção e em promoção de saúde”, completou. André comparou a utilização do plano de saúde à dos seguros de carro.  

Renê Patriota rebateu as afirmações de André Longo. "Eu acho que a comparação de seguro de carro e seguro de pessoas não pega. São muito diferentes", destacou. "As empresas de plano de saúde são bancos, são empresas mercantis. Elas não entraram para fazer caridade. E quando você precisa elas dizem uma frase: sinto muito", criticou. "Como é que a ANS não enfrentou a questão do contrato antigo, a questão de não obrigar as operadoras a vender contratos individuais?", questionou.  

Ela criticou a forma como o Congresso Nacional ignora os problemas dos planos de saúde, como quando o consumidor é ignorado pelas operadoras.   

Confira o programa completo e entenda mais sobre a questão:

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