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Livres sobre entrada de Bolsonaro no PSL: rasteira da velha política


O movimento Livres desembarcou do PSL após a confirmação da entrada de Bolsonaro na legenda. O Livres acusa Bolsonaro de ser autoritário e populista

Publicado em 09/01/2018, às 10:49

Rádio Jornal

Foto: Agência Brasil

Um dos fundadores do movimento "Livres", o acadêmico Diogo Costa disse em artigo publicado nesta terça-feira (9) na versão online da Folha de São Paulo que a entrada do deputado Jair Bolsonaro no PSL foi uma "rasteira da velha política". O Livres era um movimento interno do Partido Social Liberal e trabalhava pela renovação da legenda, incluindo uma mudança de nome.

No entanto, na última sexta-feira (5) com a confirmação da entrada de Bolsonaro no PSL, o Livres desembarcou do partido por incompatibilidade com o discurso do deputado federal, diversas vezes criticado pelo Livres, que aponta "autoritarismo" e "populismo" em Bolsonaro.

"Nascido a partir de um grupo de jovens liberais, o Livres ia muito além de uma mera mudança de nome. O projeto consistia em refundar o PSL com uma nova liderança, uma nova coerência ideológica e um novo modelo de partido como rede social meritocrática e participativa", explicou Diogo em seu texto.

Ainda de acordo com a liderança do movimento, um acordo entre o Livres e a presidência do PSL foi quebrado com a ida de Bolsonaro ao partido: "Na condição de presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE) anunciou a entrega da legenda para a candidatura presidencial do deputado Jair Bolsonaro. Apenas dois dias antes, porém, um outro acordo havia sido firmado. Bivar concordara em se afastar da presidência do partido. A partir do dia 6 de fevereiro, o PSL passaria a ser Livres".



Além disso, Costa critica a ação política de Bolsonaro: "No fundo, Bolsonaro quer tomar o Brasil da mesma forma como tomou o PSL: de porteira fechada".

Além de fundador do movimento Livres, Diogo Costa é mestre em ciência política pela Universidade de Columbia (EUA) e doutorando em economia política pelo King's College, de Londres, e diretor-executivo da Fundação Indigo.

CRÍTICAS ANTERIORES:

O Livres já havia se pronunciado em diversas situações contra a postutra de Jair Bolsonaro. Os jovens liberais acusam o deputado de ser autoritário e, quando surgiu a possibilidade de Bolsonaro entrar no partido, o Livres a repudiou, alegando "incompatibilidade" de discursos, dentre as quais o posicionamento liberal do Livres com relação às liberdades individuais do cidadão perante o Estado, como os direitos da população LGBT, frequentemente atacados pelo deputado federal. 


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Livres sobre entrada de Bolsonaro no PSL: rasteira da velha política



Publicado em 09/01/2018, às 10:49


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Um dos fundadores do movimento "Livres", o acadêmico Diogo Costa disse em artigo publicado nesta terça-feira (9) na versão online da Folha de São Paulo que a entrada do deputado Jair Bolsonaro no PSL foi uma "rasteira da velha política". O Livres era um movimento interno do Partido Social Liberal e trabalhava pela renovação da legenda, incluindo uma mudança de nome.

No entanto, na última sexta-feira (5) com a confirmação da entrada de Bolsonaro no PSL, o Livres desembarcou do partido por incompatibilidade com o discurso do deputado federal, diversas vezes criticado pelo Livres, que aponta "autoritarismo" e "populismo" em Bolsonaro.

"Nascido a partir de um grupo de jovens liberais, o Livres ia muito além de uma mera mudança de nome. O projeto consistia em refundar o PSL com uma nova liderança, uma nova coerência ideológica e um novo modelo de partido como rede social meritocrática e participativa", explicou Diogo em seu texto.

Ainda de acordo com a liderança do movimento, um acordo entre o Livres e a presidência do PSL foi quebrado com a ida de Bolsonaro ao partido: "Na condição de presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE) anunciou a entrega da legenda para a candidatura presidencial do deputado Jair Bolsonaro. Apenas dois dias antes, porém, um outro acordo havia sido firmado. Bivar concordara em se afastar da presidência do partido. A partir do dia 6 de fevereiro, o PSL passaria a ser Livres".

Além disso, Costa critica a ação política de Bolsonaro: "No fundo, Bolsonaro quer tomar o Brasil da mesma forma como tomou o PSL: de porteira fechada".

Além de fundador do movimento Livres, Diogo Costa é mestre em ciência política pela Universidade de Columbia (EUA) e doutorando em economia política pelo King's College, de Londres, e diretor-executivo da Fundação Indigo.

CRÍTICAS ANTERIORES:

O Livres já havia se pronunciado em diversas situações contra a postutra de Jair Bolsonaro. Os jovens liberais acusam o deputado de ser autoritário e, quando surgiu a possibilidade de Bolsonaro entrar no partido, o Livres a repudiou, alegando "incompatibilidade" de discursos, dentre as quais o posicionamento liberal do Livres com relação às liberdades individuais do cidadão perante o Estado, como os direitos da população LGBT, frequentemente atacados pelo deputado federal.