ELEIÇÕES 2022

Globo vai mudar protocolo de cobertura das eleições para segurança dos jornalistas

Emissora vai tomar novos cuidados para evitar ataques aos jornalistas

Vitória Floro
Vitória Floro
Publicado em 03/08/2022 às 8:06 | Atualizado em 03/08/2022 às 8:58
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REPRODUÇÃO/TV GLOBO
William Bonner é âncora e editor-chefe do Jornal Nacional, o telejornal mais famoso da emissora - FOTO: REPRODUÇÃO/TV GLOBO
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Devido aos ataques violentos sofridos por jornalistas durante entradas ao vivo, a Rede Globo optou por mudar os protocolos de cobertura do dia a dia dos presidenciáveis. 

Dessa vez, a emissora escolheu não escalar os chamados "carrapatos", repórteres que seguem o candidato para onde ele for durante a campanha. Será a primeira cobertura eleitoral que o esquema não vai acontecer.

De acordo com apuração feita pelo Notícias da TV, a decisão foi tomada por Ali Kamel, diretor de Jornalismo da Globo, e comunicada para afiliadas recentemente. 

Já na cobertura realizada para governadores, a emissora definiu que a decisão será tomada caso a caso, dependendo do clima de polarização de cada estado.

Segundo o portal, uma das recomendações é que candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que costumam atacar a emissora, sejam acompanhados por repórteres "à paisana", ou seja, sem identificação nos microfones. A medida já vem sendo tomada em convenções no Norte e Nordeste.


Cobertura presidencial 

Já para a cobertura dos candidatos à presidência, a Globo vai apresentar uma agenda diária dos concorrentes, com imagens de câmeras e vídeos de internet.

Repórteres gravarão apenas textos para complementar as reportagens depois, em lugares neutros, longe da comitiva dos candidatos.

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Outro grande temor da emissora é que os candidatos líderes nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recusem o convite para a entrevista na bancada do Jornal Nacional.

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