VIOLAÇÃO DA LEI

TSE manda tirar do ar publicações falsas sobre Instituto Lula

O conteúdo começou a circular e viralizar entre o eleitorado opositor do petista no último dia 31

Vitória Floro
Vitória Floro
Publicado em 05/09/2022 às 11:16
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Reprodução.
Lula (PT) tem sua candidatura avaliada pelo TSE, veja decisão - FOTO: Reprodução.

No último domingo (4), um vídeo que circulava no Twitter, Facebook e Tiktok foi proibido de continuar nas redes de acordo com decisão do ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

As publicações afirmavam, com uso de informações falsas, que o Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) fica no mesmo endereço do Instituto Lula.

O conteúdo começou a circular e viralizar entre o eleitorado opositor do petista no último dia 31, quando um youtuber gravou um vídeo divulgando a mentira.

A Coligação Brasil da Esperança, que reúne partidos que apoiam a candidatura de Lula, apresentou uma representação ao TSE sobre a circulação do material.

De acordo com a Coligação, o vídeo tinha o intuito de "descredibilizar o resultado das pesquisas de intenção de voto realizadas pelo Ipec e dar a entender que o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva seria beneficiado, de maneira ilegal, pelas pesquisas eleitorais".

Lula atualmente lidera as principais pesquisas de intenção de voto, seguido por Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT).

Na decisão, o ministro alega que a informação é "sabidamente falsa" e, por isso, a remoção do conteúdo pode ser determinada pela Justiça Eleitoral.

"O perigo na demora da prestação jurisdicional também foi suficientemente demonstrado, pois, como afirmado à inicial, as publicações que contêm informações inverídicas estão sendo postadas no período crítico do processo eleitoral, em perfis com alto [número] de seguidores e gerando um alto número de visualizações, o que possibilita, em tese, a ocorrência de repercussão negativa de difícil reparação na imagem do candidato", destacou Sanseverino.

Agora, as publicações devem ser removidas pelo Twitter, Facebook e TikTok em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

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