NOVA DECISÃO

FARMÁCIA POPULAR: Bolsonaro reverte cortes no programa para evitar desgaste na campanha

Bolsonaro voltou atrás na decisão da retirada de verbas do Farmácia Popular após repercussão negativa

Vitória Floro
Vitória Floro
Publicado em 14/09/2022 às 11:25 | Atualizado em 14/09/2022 às 11:43
Notícia
Foto: Agência Brasil
Diminuição de 60% nos valores vai afetar o acesso da população de baixa renda aos medicamentos - FOTO: Foto: Agência Brasil

Novas precauções na campanha de Jair Bolsonaro (PL) mudaram os rumos da decisão que reduz a verba do programa Farmácia Popular em 2023.

De acordo com informações do G1, para evitar desgaste com o eleitorado, o presidente mandou os ministros da Economia, Paulo Guedes e da Saúde, Marcelo Queiroga, reverterem os cortes que estavam planejados para afetar o programa.

O corte, que foi revelado pelo jornal "O Estado de S.Paulo", planeja a redução da verba do Farmácia Popular no ano que vem.

Os investimentos devem passar de R$ 2,04 bilhões no orçamento de 2022 para R$ 804 milhões na proposta de lei orçamentária de 2023.

A diminuição de 60% nos valores iria afetar o acesso da população com menos renda a 13 tipos diferentes de medicamentos usados no tratamento de diabetes, hipertensão e asma, além de restringir a distribuição de fralda geriátrica.

A medida sofreu fortes críticas em diversos setores da política, além de ser repelida pela oposição de Bolsonaro.

Os cortes violam parte do dever constitucional do Estado de promover políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças, com serviços que promovam a saúde e recuperação.

A informação foi explorada pelo deputado André Janones (Avante-MG), que se tornou uma forte presença para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais.

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O deputado destacou que o corte de verbas da Farmácia Popular foi elaborado para proteger o "orçamento secreto" em 2023, verba que privilegia deputados e senadores da base governista dentro do Congresso Nacional.

Em informações do G1, o comitê de reeleição do presidente alertou que o corte no programa estaria sendo mal avaliado, além de ter se tornado munição para o PT durante o ano eleitoral.

Ao saber da repercussão negativa, Bolsonaro confirmou no Ministério da Economia o corte feito no programa e mandou que seja feita a recomposição das verbas para o programa social.

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