Novas precauções na campanha de Jair Bolsonaro (PL) mudaram os rumos da decisão que reduz a verba do programa Farmácia Popular em 2023.
De acordo com informações do G1, para evitar desgaste com o eleitorado, o presidente mandou os ministros da Economia, Paulo Guedes e da Saúde, Marcelo Queiroga, reverterem os cortes que estavam planejados para afetar o programa.
O corte, que foi revelado pelo jornal "O Estado de S.Paulo", planeja a redução da verba do Farmácia Popular no ano que vem.
Os investimentos devem passar de R$ 2,04 bilhões no orçamento de 2022 para R$ 804 milhões na proposta de lei orçamentária de 2023.
A diminuição de 60% nos valores iria afetar o acesso da população com menos renda a 13 tipos diferentes de medicamentos usados no tratamento de diabetes, hipertensão e asma, além de restringir a distribuição de fralda geriátrica.
A medida sofreu fortes críticas em diversos setores da política, além de ser repelida pela oposição de Bolsonaro.
Os cortes violam parte do dever constitucional do Estado de promover políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças, com serviços que promovam a saúde e recuperação.
A informação foi explorada pelo deputado André Janones (Avante-MG), que se tornou uma forte presença para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais.
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O deputado destacou que o corte de verbas da Farmácia Popular foi elaborado para proteger o "orçamento secreto" em 2023, verba que privilegia deputados e senadores da base governista dentro do Congresso Nacional.
Em informações do G1, o comitê de reeleição do presidente alertou que o corte no programa estaria sendo mal avaliado, além de ter se tornado munição para o PT durante o ano eleitoral.
Ao saber da repercussão negativa, Bolsonaro confirmou no Ministério da Economia o corte feito no programa e mandou que seja feita a recomposição das verbas para o programa social.
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