CARNAVAL 2022

VIRADOURO: samba-enredo, cores, desfile, rainha de bateria, carnavalesco e história da Escola de Samba do Rio de Janeiro

Na Sapucaí, a Unidos do Viradouro vai mostrar como foi o carnaval de 1919, depois de uma pausa por causa da pandemia de gripe espanhola

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 20/04/2022 às 10:35 | Atualizado em 22/04/2022 às 9:13
Notícia
RIOTUR
Escola de Samba Unidos do Viradouro - FOTO: RIOTUR
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Última escola de samba do Rio de Janeiro a ganhar o título, em 2020, a Unidos do Viradouro irá desfilar no Sambódromo pelo grupo especial  na sexta-feira (22), relembrando que, há mais de um século, o Rio superou as dores e perdas da pandemia da gripe espanhola e promoveu, em 1919, o que foi considerado pela população "o melhor carnaval de todos os tempos".

  • Clique aqui e saiba tudo sobre as outras escolas de samba do Rio de Janeiro

Continue lendo esta matéria e saiba tudo sobre a Unidos do Viradouro, também conhecida como a Vermelho e Branco de Niterói.

UNIDOS DO VIRADOURO

Fundada em 24 de junho de 1946, a Unidos do Viradouro foi criada a partir de rodas de samba que aconteciam no quintal da casa de Nelson dos Santos, mais conhecido pelo apelido de Jangada.

O imóvel ficava na Rua Capitão Roseira, próximo à Rua Dr. Mario Viana, que, na época era chamada viradouro, pois era o local onde os bondes que transportavam a população de Niterói faziam o retorno.

No ano seguinte à fundação, a Vermelho e Branco estreou no carnaval da antiga capital do Rio de Janeiro. Por 39 anos, brilhou na folia niteroiense, onde conquistou 18 títulos (1949, 1950, 1952, 1953, 1956, 1957, 1958, 1959, 1962, 1963, 1971, 1973, 1974, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984).

No Carnaval carioca, escola simbolizada pela coroa e um aperto de mãos interracial, ganhou dois títulos: 1997 e 2020.

RAINHA DE BATERIA DA VIRADOURO

Erika Januza ocupa pela primeira vez o posto de rainha de bateria da escola Unidos do Viradouro, a atual campeã do Carnaval do Rio.

Ela já desfilou por outras escolas – pisou na avenida pela primeira vez como Conceição, personagem que interpretou na série Suburbia, em 2012 -, mas na agremiação de Niterói realiza seu sonho de criança.

E enfrenta com garra a difícil tarefa de substituir Raissa Machado, que reinou à frente dos ritmistas da Vermelho e Branca de Niterói por sete anos e é amada pela comunidade.

SAMBA-ENREDO DA VIRADOURO

A Unidos do Viradouro é a penúltima escola da sexta-feira (22). A apresentação deve começar entre 2h e 2h40, depois de Imperatriz, Mangueira, Salgueiro e São Clemente.

Com o samba-enredo “Não há tristeza que possa suportar tanta alegria”, a Vermelho e Branco do Barreto vai mostrar como foi o carnaval de 1919, depois de uma pausa por causa da pandemia de gripe espanhola.

LETRA DO SAMBA-ENREDO DA VIRADOURO

(Prepare o seu coração)
(Que lá vem a Escola da emoção)
(Olha a Viradouro chegando, vai, se vai!)

Carnaval, te amo
Na vida és tudo pra mim

Assinado: Um Pierrot apaixonado
Que além do infinito o amor se renove
Rio de Janeiro, 5 de março de 1919

Assinado: Um Pierrot apaixonado
Que além do infinito o amor se renove
Rio de Janeiro, 5 de março de 1919

Amor, escrevi esta carta sincera
Virei noites à sua espera
Por te querer, quase enlouqueci
Pintei o rosto de saudade e andei por aí

Segui seu olhar numa luz tão linda
Conduziu meu corpo, ainda
O coração é passageiro do talvez
Alegoria ironizando a lucidez

Senti lirismo, estado de graça
Eu fico assim quando você passa
A avenida ganha cor, perfuma o desejo
Sozinho te ouço se ao longe te vejo

Te procurei nos compassos e pude
Aos pés da cruz, agradecer à saúde
Choram cordas da nostalgia
Pra eternidade um samba nascia

Não perdi a fé, preciso te rever
Fui ao terreiro, clamei: Obaluaê!
Se afastou o mal que nos separou
Já posso sonhar nas bênçãos do tambor

Amanheceu
Num instante já os raios de sol foram testemunhar
O desembarque do afeto vindouro
Acordes virão da Viradouro

Tirei a máscara no clima envolvente
Encostei os lábios suavemente
E te beijei na alegria sem fim

Carnaval, te amo
Na vida és tudo pra mim

Assinado: Um Pierrot apaixonado
Que além do infinito o amor se renove
Rio de Janeiro, 5 de março de 1919

Assinado: Um Pierrot apaixonado
Que além do infinito o amor se renove
Rio de Janeiro, 5 de março de 1919

Amor, escrevi esta carta sincera
Virei noites à sua espera
Por te querer, quase enlouqueci
Pintei o rosto de saudade e andei por aí

Segui seu olhar numa luz tão linda
Conduziu meu corpo, ainda
O coração é passageiro do talvez
Alegoria ironizando a lucidez

Senti lirismo, estado de graça
Eu fico assim quando você passa
A avenida ganha cor, perfuma o desejo
Sozinho te ouço se ao longe te vejo

Te procurei nos compassos e pude
Aos pés da cruz, agradecer à saúde
Choram cordas da nostalgia
Pra eternidade um samba nascia

Não perdi a fé, preciso te rever
Fui ao terreiro, clamei: Obaluaê!
Se afastou o mal que nos separou
Já posso sonhar nas bênçãos do tambor

Amanheceu
Num instante já os raios de sol foram testemunhar
O desembarque do afeto vindouro
Acordes virão da Viradouro

Tirei a máscara no clima envolvente
Encostei os lábios suavemente
E te beijei na alegria sem fim

Carnaval, te amo
Na vida és tudo pra mim

Assinado: Um Pierrot apaixonado
Que além do infinito o amor se renove
Rio de Janeiro, 5 de março de 1919

Assinado: Um Pierrot apaixonado
Que além do infinito o amor se renove
Rio de Janeiro, 5 de março de 1919

Autores: Felipe Filósofo, Fabio Borges, Ademir Ribeiro, Devid Gonçalves, Lucas Marques e Porkinho
Intérprete: Zé Paulo Sierra

 

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