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Luiz Bacci e TV Record são condenados por mentir em reportagem; vítima ficou conhecida como 'safadinha do WhatsApp'

Juiz disse ainda que reportagem de Luiz Bacci foi "apelativa e sensacionalista"

Gabriel dos Santos
Gabriel dos Santos
Publicado em 10/05/2022 às 11:15 | Atualizado em 10/05/2022 às 11:21
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Reprodução/Record TV
Luiz Bacci é apresentador da Record TV - FOTO: Reprodução/Record TV
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O apresentador Luiz Bacci e a emissora onde ele trabalha, a TV Record, foram condenados a pagar R$ 10 mil a uma mulher que os acusa de mentir na exibição de uma reportagem. 

O caso aconteceu em março de 2021. O programa de Bacci, Cidade Alerta, publicou uma reportagem sobre uma mulher que estava sendo vítima de estelionato cometido pelo então namorado, que se passava por um policial e dizia que ela deveria pagar uma "multa" a ele por irregularidades na Receita Federal. 

De acordo com reportagem do portal UOL, no entanto, o Cidade Alerta disse que a mulher estava sendo chantageada pelo namorado, que teria supostas fotos em que ela aparecia nua, o que, segundo a vítima, não procede. 

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"O apresentador Luiz Fernando Bacci, sem qualquer respeito à autora [do processo] e com intuito de apenas obter audiência, inventou que ela era vítima de chantagem por fotos íntimas", disse à Justiça Maria Andréa da Conceição, que a representa.

"Os réus [Record e Bacci] ignoraram totalmente o direito e obrigação de imprensa que é divulgar a verdade. O fato repercutiu em rede nacional, e a autora [do processo] sofre até hoje deboches dos vizinhos, vindo a apontá-la como a 'safadinha do WhatsApp'", disse. 

Em sua defesa, a emissora disse que noticiou o assunto de maneira imparcial e profissional, informou o UOL, que teve acesso ao processo. 

Decisão do juiz

O juiz Henrique Villaverde, entretanto, não aceitou a defesa da Record e de Bacci. "Ninguém, tanto autora quanto autoridade policial, bem como nada nos documentos juntados, mencionam o fato anunciado pelo jornal", disse o magistrado, acrescentando que a reportagem era "apelativa e sensacionalista", apresentando "fatos distorcidos da realidade".

"Não houve proteção da voz, bem como foram realizadas imagens de partes do seu rosto", acrescentou o juiz. 

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