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Moradores protestam contra cancelamento do show de Gusttavo Lima em interior da Bahia

Evento iria acontecer no município de Teolândia

Vitória Floro
Vitória Floro
Publicado em 04/06/2022 às 11:46 | Atualizado em 04/06/2022 às 11:48
Notícia
Reprodução / TV Santa Cruz
População protestou após cancelamento de show de Gusttavo Lima - FOTO: Reprodução / TV Santa Cruz

Após as polêmicas envolvendo o nome de Gusttavo Lima e suas contratações para shows em diversas cidades do país, a Justiça da Bahia resolveu proibir a realização da XVI Festa da Banana no município de Teolândia, no interior do estado.

Na celebração, o cantor Gusttavo Lima fazia parte das atrações confirmadas.

Descontentes com a decisão, alguns moradores da região foram às ruas protestar contra a decisão e interditaram o quilômetro 349 da BR-101. 

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, várias pessoas aparecem gritando e afirmando que "sem festa, sem pista". O grupo de protestantes também fez alusão a Gusttavo Lima, ao entoar "embaixador", como é conhecido o sertanejo.

Com a movimentação, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi acionada e, segundo os agentes, a pista foi liberada em seguida.

SONHO DA PREFEITA

Ao anunciar as atrações que fariam parte da celebração em Teolândia, a prefeita da cidade, Maria Baitinga de Santana (Progressistas), disse que Gusttavo Lima era o seu "sonho".

CANCELAMENTO DO SHOW

A proibição da justiça aconteceu porque, segundo o Ministério Público do estado, o custo da Festa da Banana ultrapassa R$ 2 milhões, mais de 40% de todo o gasto do município com saúde no ano de 2021.

Desse valor, R$ 704 mil correspondem apenas ao cachê de Gusttavo Lima, que se apresentaria no evento no domingo (5).

Ainda em dezembro, Teolândia foi uma das cidades afetadas pelas fortes chuvas na Bahia. O município recebeu cerca de R$ 2,3 milhões do Governo Federal para ajudar com os prejuízos causados pelas enchentes e deslizamentos de terra.

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"Não se mostra possível que o mesmo município que informou necessitar de ajuda e recursos para salvaguardar a sua população de catástrofe natural, mesmo vivenciando um estado de calamidade televisionado para o Brasil inteiro, anuncie, em poucos meses, a contratação de artistas com cachês incompatíveis com as dimensões, arrecadações, necessidades de primeira monta e saúde financeira do município", afirma a promotora Cássia Pires Bezerra Cavalcanti.

Caso a decisão da juíza Luana Paladino seja descumprida, uma multa deve ser aplicada no valor correspondente ao dobro do contrato.

Paladino também determinou a suspensão imediata do fornecimento de energia elétrica aos locais onde aconteceria a festa, e que os equipamentos sonoros alugados para os shows sejam lacrados.

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