LUTO

Despedida emocionante de Cléber Santana reúne familiares, amigos e fãs


Uma multidão acompanhou o último adeus ao meia Cléber Santana na Ilha do Retiro. Cerimônia de cremação no Morada da Paz foi restrita a amigos e familiares

Rádio Jornal
Rádio Jornal
Publicado em 04/12/2016 às 18:23
Leitura:
Velório de Cléber Santana reuniu milhares de pessoas na sede do Sport. Foto: Leonardo Boris


Reportagem de Leonardo Boris

Um domingo sem futebol é naturalmente triste. Um domingo marcado pela despedida de jovens guerreiros que ganhavam a vida com o esporte, é devastador. Neste domingo (4), familiares, amigos e fãs do meia Cléber Santana, que atuava pela Chapecoense, se despediram do Pernambucano natural de Abreu e Lima. Cléber e outras 70 pessoas foram vítimas da tragédia com avião da LaMia na última terça-feira (29).

» Apodi fala com emoção sobre a tragédia com a Chapecoense
» Aroldo Costa: É um dos momentos mais tristes da minha carreira

O velório do corpo de Cléber Santana na Ilha do Retiro começou por volta das 11h e se estendeu até às 16h30 na sede do Sport Clube do Recife, time que revelou o meia. O corpo de Cléber ja havia passado pela cerimônia de despedida coletiva na Arena Condá na manhã desse sábado (3).

Em seguida, o caixão foi colocado em uma viatura do Corpo de Bombeiros e levado até o Cemitério Morada da Paz, onde aconteceu a cerimônia de cremação. Durante a despedida de Cléber Santana, o repórter Leonardo Boris acompanhou o último adeus ao ídolo da Chepecoense.

Dona Marinalva Santana, mãe de Cléber, precisou ser amparada por familiares na despedida do filho. Cléber tinha apenas um irmão, Cleibson Santana, que está completamente desolado.

Antes do velório, Leonardo Boris converson Cleibson sobre o momento trágico que a família está vivendo. Para ele, apesar da dor, é gratificante ver o respeito e o sentimento que os pernambucanos tinham por ele. "Ele era uma pessoa maravilhosa. Vai fazer muita falta. Não tem como esquecer", lamenta.



Amigos vão lembrar Cleber como irmão

O volante Everton, que atuou com Cléber no Sport, fala da dor de perder um "irmão". "É um momento que a gente fica triste porque era um cara que gostava de viver, era alegre, não tinha tristeza na vida dele. A gente perdeu não só um amigo, mas um irmão", diz.

O presidente do Sport, João Humberto Martorelli, esteve presente na despedida de Cléber e conversou com Leonardo Boris sobre o sentimento da perda do atleta revelado no Leão. "É muito doído. Ele é o símbolo de uma época do Sport. Mais do que um excelente jogador, Cleber tinha um carácter e uma vida pública extraordinária", disse. "Ele será um eterno símbolo do Sport", completa.

» Mãe de Cleber Santana soube de tragédia com a Chapecoense pela TV
» “Cléber era um ‘irmãozão’ para mim", diz Tiago Costa, ex-Chapecoense

O ex-jogador e ex-executivo de futebol Sandro Barbosa também conversou com Leonardo Boris durante o velório de Cléber Santana. Para ele, é preciso ter mais cuidado com a vida dos jogadores. "A Chepecoense falhou em não pensar uma logsística bem feita. Claro que ninguém fez de propósito. Mas você passa muito perigo para economizar", diz. "Os bastidores de futebol são muito pesados". "Só agora vão pensar mais na logística, infelizmente em um momento de dor", completa.

Tragédia

O jogador Cléber Santana de 35 anos faleceu na madrugada da terça-feira (29) após cair o avião que transpotava o time da Chapecoense para Colômbia para disputar a primeira partida da final da Copa Sul Americanas. O atleta foi umas das 71 vítimas que morreram no acidente aéreo. Outro pernambucano que faleceu foi Everton Kempes, que é natural de Carpina, na Zona da Mata Norte do Estado.

Cleber deixa esposa, dois filho, a mãe e um irmão. Ele morava em Chapecó, cidade onde a viúva deve permanecer pelos próximos meses para amenizar o sefrimento dos filhos.

Leia também:

» “Não sei o que vou fazer ainda”, diz esposa de Cléber Santana sobre futuro
» Carlinhos Bala e Cléber Santana foram revelados na mesma época pelo Santa Cruz e Sport


Mais Lidas