O vice-presidente de futebol do Sport, Guilherme Beltrão, afirmou que é trabalho do Sport receber bem o volante Rithely, que volta ao clube leonino após um período no Internacional, onde não se recuperou de uma lesão no tornozelo. Segundo o dirigente, o meio-campista deve demorar cerca de 40 dias para voltar a ter condições de jogo e não voltará ao clube gaúcho este ano.
"O Rithely não jogou esse ano, daqui que ele comece a treinar, entre em ritmo de jogo, que fique apto, eu acho que, fazendo a minha previsão, demora mais uns 30 ou 40 dias para entrar em campo. Acho que ele também tem que desarmar o espírito e aqui temos que receber ele bem, é o nosso atleta. Vamos fazer de tudo para ele jogar e jogar bem. O Internacional pode usar, no dia 2 de dezembro, a opção de compra", afirmou Guilherme Beltrão em entrevista à Rádio Jornal nesta segunda-feira (3).
Beltrão ainda destacou o fator Eduardo Baptista, atual técnico do Sport. Foi com o treinador que Rithely atingiu um alto nível na sua carreira. "O Eduardo Baptista foi ele que deixou o Rithely com esse status de grande jogador. Ali em 2013 ou 2014, foi a virada da carreira de Rithely", disse.
Vitória para encerrar jejum
Beltrão ainda comentou a vitória do Sport no último domingo (2) sobre o Paraná por 1 a 0, encerrando um jejum de 11 jogos sem vencer. O dirigente citou novamente a parada da Copa do Mundo como um fator que atrapalhou o clube, dando valor aos três pontos conquistados.
"O jogo foi de superação. Não gostei do jogo, o importante foi a atuação, foi trazer a vitória novamente, os três pontos para dentro do Sport. Esses campeonatos brasileiros, há um intervalo, fica um tempo sem ganhar, só que dessa vez foi maior. Acho que a parada da Copa foi prejudicial, deu uma falsa impressão que o Sport iria disputar uma coisa maior. O retorno foi doloroso. Tem oito pontos que entregamos dentro de casa que não poderia ter acontecido", comentou Guilherme Beltrão.
Por fim, Guilherme ainda rechaçou qualquer falta de entrega dos jogadores por conta do atraso de salários, reafirmando os repasses que o clube tem para receber. "O jogador hoje é uma relação profissional. O pessoal fica pensando no passado, quando se fazia um vale para o jogador, isso não se faz mais. Quando você dá uma data e cumpre, ganha credibilidade. Mas administrar, há um certo desgasta, não deixa de haver, mas graças a deus conseguimos vender André e Everton Felipe, além do dinheiro de Diego Souza e a operação da Caixa. É delicado gerir essa situação. Eu acho que não está atrapalhando o time dentro de campo, eu considero que não"