PREOCUPAÇÃO

Danny Morais volta a sentir dor na coxa e está sem previsão para voltar a atuar pelo Santa


De acordo com o médico do Santa Cruz, Danny Morais vai ser preparado para retornar à equipe no decorrer da Série C

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 23/04/2019 às 17:22
Felipe Ribeiro/JC Imagem
FOTO: Felipe Ribeiro/JC Imagem
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O médico do Santa Cruz William Alves confirmou o que muitos torcedores corais suspeitavam. O zagueiro Danny Morais voltou a sentir o mesmo problema na coxa direita que já o tinha afastado dos gramados este ano. Como se trata do reaparecimento de uma lesão, o tempo de recuperação deve ser ainda maior e, por esse motivo, não foi determinado. De acordo com o médico tricolor, o atleta vai ser preparado para retornar à equipe no decorrer da Série C. O Santa Cruz estreia na competição no próximo dia 29, contra o Treze-PB, no Arruda.

De acordo com Dr. William Alves, o zagueiro passou por todo o processo de recuperação antes de retornar à equipe, no duelo da volta da terceira fase da Copa do Brasil. Após a transição, fez três coletivos e estava se sentindo confiante para voltar diante do ABC, no Arruda.

”Era um jogo decisivo, atípico, perdemos um atleta, passamos boa parte da partida com um jogador a menos e Danny ao retornar, aos 20, 25 minutos do primeiro tempo, sentiu a mesma lesão. Por se tratar de um atleta que todos nós sabemos da sua personalidade, seu empenho, não quis sair, completou e, por sorte, conseguimos aquele resultado que está na nossa lembrança. Em condições normais, talvez nós tivéssemos tirado ele, mas não tivemos essa opção devido à história do jogo. A lesão reabriu, reapareceu”, comentou Dr. William Alves.

Caso

De acordo com o médico, o caso de Danny Morais é mais delicado porque a lesão no quadríceps é na parte mais próxima ao tendão do músculo reto anterior. “Nem todas as lesões musculares são iguais, temos graus de lesão (1,2,3) e regiões que podem acontecer dentro do músculo. O músculo não é apenas a parte vermelha, a parte carnosa, a parte das fibras. Há a transição entre o músculo e o tendão e o tendão e o osso, na sua inserção. Quanto mais alta, mais difícil a recuperação. Por que? Porque tudo que é anatômico precisa de vascularização. Essa parte tendinosa tem menos vascularização, que faz com que essa recuperação seja mais prolongada”, explicou.


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