Sistema defensivo

Com a classificação em risco, Santa Cruz necessita melhorar números defensivos


Até o momento, foram 19 gols sofridos, pelo Tricolor do Arruda, ocasionando uma média de 1,58 por jogo

Robert Sarmento
Robert Sarmento
Publicado em 17/07/2019 às 15:05
Acervo/JC Imagem
FOTO: Acervo/JC Imagem
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Nesta reta final da fase de grupos da Série C, o Santa Cruz passa pelo primeiro momento de baixa com o técnico Milton Mendes. Após cinco jogos de invencibilidade com o treinador, agora a equipe acumula três jogos sem vencer, sendo duas derrotas e um empate. Além disso, perdeu em momentos em que chegava até a brigar pela liderança da chave. O Tricolor precisará, além de voltar aos eixos, vencer fora de casa. Isso porque terá quatro dos seis jogos restantes longe do Arruda. Um fator preponderante para conquistar isso é melhorar o ajuste defensivo.

Foram cinco gols sofridos nos últimos três jogos e 19, ao todo, nas 12 partidas disputadas pela Série C. Média de 1,58 por partida. No ano passado, quando acabou batendo na trave e caiu nas quartas de final, o Santa Cruz sofreu apenas 13 tentos em 18 confrontos. 0,72 gol por jogo. Menos que a metade da média apresentada em 2019. Calculando a quantidade sofrida por duelo nesta edição da Terceirona, caso se mantenha este valor de 1,58 até o fim da primeira fase, o Mais Querido terminaria tendo a rede balançada 28 vezes.

Histórico da competição

Número bastante alto, levando-se em consideração que somente em uma oportunidade, desde 2012, um time avançou de fase no Grupo A tomando mais gols. O Treze-PB, em 2013, conseguiu chegar ao mata-mata mesmo com uma defesa vazada 33 vezes. Entretanto, vale ressaltar que naquela edição, a chave do clube paraibano (a mesma do Santa Cruz) contava com 11 times. Ou seja, foram duas partidas a mais e a média do Galo da Borborema foi de 1,65 gol sofrido por jogo.

O segundo time a avançar de fase com mais tentos sofridos foi o Luverdense-MT, em 2012, ao ter a rede balançada 26 vezes. Número que já é inferior ao projetado pelo Santa Cruz, caso mantenha o desempenho atual. No ano, a média de gols que o Tricolor tomou é um pouco menor, mas ainda alta para uma equipe com pretensões de conquistar o acesso. Foram 43 tentos contrários em 38 confrontos.

A defesa do Santa Cruz já passou também por várias montagens diferentes. João Victor, Danny Morais, William Alves, Vitão e William já estiveram no miolo de zaga e a rotatividade no setor é grande. Da mesma forma acontece nas laterais e cabeça de área do time coral. Ainda não foi encontrado um encaixe ideal para conter a grande quantidade de gols sofridos. Porém, cabe ao técnico Milton Mendes corrigir isso para que o Tricolor quebre essa estatística e avance de fase, também sendo menos vazado para passar mais confiança ao próprio elenco e aos torcedores.

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