Conselho inicia debate sobre mudança do estatuto do Santa Cruz

Um projeto da comissão e um "paralelo" geraram atritos

SANTA CRUZ
Conselho inicia debate sobre mudança do estatuto do Santa Cruz

Torcida protestou no Arruda. - Foto: Klisman Gama/Jornal do Commercio

Klisman Gama | Pedro Alves

O pontapé foi dado. Nesta terça-feira, 17 de dezembro, o Santa Cruz começou o debate no conselho sobre as mudanças do seu estatuto. O projeto antes feito pela Comissão de Reforma, ao lado de movimentos oriundos da torcida coral, ganhou a concorrência de um projeto “paralelo”, assinado pelo presidente do Conselho Administrativo, Antônio Luiz Neto, e outros dirigentes do clube. Classificado como uma tentativa de “manobra” ou até “golpe” por líderes dos grupos que estiveram na formulação do primeiro documento.

A movimentação começou no fim da tarde na frente da sede social do Santa Cruz. Torcedores integrantes de movimentos como o Intervenção Popular Coral, Pró Santa, além de membros de torcidas organizadas, estiveram presentes com faixas e fazendo gritos de protesto. Após a reunião começar, por volta das 19h15, mais de 200 pessoas aguardavam notícias sobre o andamento das conversas do Conselho Deliberativo.

Em determinados momentos, os ânimos se exaltaram. Mesmo com a presença da polícia, que conversou com torcedores, algumas pessoas protestaram de maneira mais agressiva. Contudo, na base da conversa, se dissipou esse comportamento.

Processo no conselho

O presidente do Deliberativo, Alírio Morais, antes da reunião acontecer, explicou como aconteceria o processo no auditório do clube. Além de que deu sua opinião sobre o projeto substitutivo, que não deve, necessariamente, substituir o feito pela comissão. Mas sim entrar através de emendas na votação do texto.

“Esse texto da comissão vai entrar em apreciação pelo plenário. Nesse percurso, comissão, abertura com a torcida, encaminhamento do plenário, surgiu um documento apresentando de fato o que seria um estatuto substitutivo. Estou levando o substitutivo para uma apreciação do plenário, mas reconheço que há uma série de limitações jurídicas para a gente receber aqueles texto como substitutivo. Vamos receber como emenda para os conselheiros debaterem. Mas não é interesse nosso, e não é democrático, ignorar todo o trabalho da comissão, troca de energia com a torcida, e encostar para levar a apreciação um outro texto que não passou por esse processo de amadurecimento”, comentou o dirigente.

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