Diretor afirma que Náutico contratou empresa para atender exigências e retomar capacidade de 22 mil nos Aflitos

Atualmente, a capacidade dos Aflitos é de 14.694 mil pessoas

NÁUTICO
Diretor afirma que Náutico contratou empresa para atender exigências e retomar capacidade de 22 mil nos Aflitos

Timbu quer capacidade de 22 mil nos Aflitos. - Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem

Lucas Holanda | Pedro Alves

O Náutico voltou aos Aflitos para mandar jogos oficiais em 2019. De lá para cá, um casamento que simbolizou bem a relação que o Eládio de Barros Carvalho, torcida e o Timbu construíram ao longo dos anos. Dentro de campo, acesso à Série B de forma heroica e também título da Série C – embora o segundo jogo contra o Sampaio Correia tenha sido fora, mas a vantagem foi construída em casa. No entanto, apesar do futebol provavelmente voltar a partir de julho com o Campeonato Pernambucano e Copa do Nordeste, a expetativa é que o torcedor alvirrubro só retorne aos Aflitos na Série B. E o retorno pode ocorrer com uma grande novidade.

Em entrevista ao repórter Antônio Gabriel, da Rádio Jornal, o diretor patrimonial do Náutico, Eduardo Carvalho, destacou que o clube contratou uma empresa especializada no projeto de prevenção e combate de incêndio no estádio, com o intuito de atender às exigências do Corpo de Bombeiros para que a casa do Timbu retorne a capacidade de 22 mil. Atualmente, segundo o dirigente alvirrubro, a liberação de público no Eládio é de 14.694, ou seja, mais de sete mil lugares a menos do que a lotação máxima e projetada pela diretoria do Timbu

“Antes da paralisação, nós conseguimos uma capacidade de 18.696 no jogo inaugural em 2018, o que já era uma capacidade que o Corpo de Bombeiros tinha reduzido, porque anteriormente era 22 mil, 21 mil e pouco. Para esse jogo inaugural em 2018, nós fizemos uns termos de compromisso para serem cumpridos no estádio dos Aflitos. Todo esse trabalho não foi totalmente concluído em razão também de recursos. Na retomada dos jogos em 2020, nossa capacidade ficou em 11.748. Fomos ao Corpo de Bombeiros, conversamos com a engenharia e o pessoal técnico de lá. Em uma nova vistoria, aumentamos a capacidade para 14.694. Nessa última vistoria, eles nos deram um lado com um prazo de 90 dias, onde esse prazo iria até o fim de abril. Só que em abril a gente não tinha como fazer nada, por conta da pandemia”, disse o dirigente alvirrubro.

“Então todo esse processo começou a ser tratado agora. Nesse intervalo, nós contratamos uma empresa especializada no projeto de prevenção e combate de incêndio do estádio. Essa empresa pegou os laudos e a planta de como está o estádio hoje. Trabalhando em cima disso e com algumas intervenções que vão ser feitas no estádio, a gente precisa dar a carga no projeto junto ao corpo de bombeiros. Essa empresa foi contratada e está trabalhando para isso, para que a gente dê a carga junto ao Corpo de Bombeiros e volte a ter capacidade máxima no estádio de 22 mil. Esse projeto está sendo analisado por essa empresa e a gente vem acompanhando, para que nesse novo normal a gente comece a pensar em dar carga nesse projeto e fazer as intervenções pontuais que o Corpo de Bombeiros solicita para que a gente possa ter a capacidade máxima no nosso estádio”, finalizou Eduardo Carvalho.

Público na Série B

Mesmo o futebol retornando em julho com a volta do Campeonato Pernambucano e Copa do Nordeste, o Náutico não poderá receber torcida em seus jogos. No Estadual, o clube até deve jogar nos Aflitos, mas sem torcida. No torneio regional, que será retomado em sede única, provavelmente não será permitido que o Timbu mande seus jogos no Eládio, caso Recife seja escolhida como a cidade que vai receber os jogos restante da competição.

Vale lembrar que o Náutico lançou o projeto Série B, onde o torcedor poderia comprar o pacote de ingressos para os jogos do Timbu na segunda divisão do Campeonato Brasileiro, embora a tendência seja de portões fechados em algumas partidas. Campanha essa que o alvirrubro abraçou e foi elogiado pelo presidente Edno Melo.

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