Com Recife perdendo força, escolha da sede da Copa do Nordeste pode ter novidades nesta semana

Outros locais que podem sediar a Copa do Nordeste são Salvador e Fortaleza

COPA DO NORDESTE
Com Recife perdendo força, escolha da sede da Copa do Nordeste pode ter novidades nesta semana

CBF ainda não definiu qual será a sede única na retomada da Copa do Nordeste. - Foto: JC IMAGEM

Klisman Gama | Pedro Alves

Com a decisão do Governo do Estado de adiar a volta do futebol em Pernambuco, o Recife fica com chances muito reduzidas de receber a fase final da Copa do Nordeste. Essa é a visão dos dirigentes do Trio de Ferro. A medida de retardar o retorno do esporte se dá também pelo avanço da covid-19 no Agreste e Sertão, mesmo havendo uma estabilização no número de casos na capital. A Liga do Nordeste, organizadora da competição, não descarta as possibilidades do Recife, mas acredita que poderão surgir novidades neste processo até a próxima sexta-feira.

“O que nós estamos aguardando é a mesma coisa que a CBF tem aguardado, que é algum dos municípios e estados liberarem o decreto para o retorno do futebol. Até agora nenhum liberou. Estamos aguardando. Feito isso, o município, através da federação estadual, vai enviar (o planejamento) para a CBF e, aquele que enviar primeiro, imagino que terá chance. Mas até agora nenhum enviou, não só Pernambuco. Quem mandar primeiro, deve chamar a atenção da CBF. Evidente que vão ter outras condições a serem analisadas, mas o fato de já ter a liberação vai chamar muito a atenção. Mas tenho impressão que até sexta-feira poderemos ter alguma novidade”, comentou o presidente da Liga do Nordeste, Eduardo Rocha.

Anteriormente, Recife largaria na frente de Salvador e Fortaleza na briga para sediar a reta final do Nordestão pois, por ter a pandemia do novo coronavírus em um controle um pouco maior, teria um retorno antecipado em relação às outras capitais. Contudo, o adiamento por parte do governo tira uma “carta na manga” que a capital pernambucana tinha. Apesar de não haver confirmação oficial de data por parte das Federações Baiana e Cearense de futebol, ambos os estados trabalham com um retorno para a segunda quinzena de julho. Espera-se que Salvador envie, ainda nesta semana, uma resposta à CBF para sediar o torneio. Assim, a cidade soteropolitana tem grandes chances de ser escolhida.

Frustração

Por parte dos dirigentes do Trio de Ferro do Recife, fica um pouco de frustração caso a capital pernambucana não receba a Copa do Nordeste. É unânime que o adiamento diminuiu bastante essa chance e, assim, todos já tem a ideia de se preparar para o que vier pela frente. Um dos dirigente da Liga do Nordeste é o presidente do Santa Cruz, Constantino Júnior. Na visão dele, o Nordestão não será mais aqui, mas quem dará o aval é a CBF. É isso o que ele aguarda. “Ficou mais difícil. A minha visão é essa: não será aqui. Mas só quem pode se falar sobre isso é a CBF e ela só vai se pronunciar quando tiver com todos os documentos em mãos, garantias, certeza e tudo documentado para que tenha essa segurança”, comentou.

O mandatário coral também acrescentou que o clube está preparado para encarar esse deslocamento em segurança. “Já estamos tomando todos cuidados possíveis e seguindo os protocolos. Se for necessário fazer a viagem, vamos fazer em segurança, tomando o maior cuidado possível pra fazer uma viagem segura para a delegação, comissão, atletas. Respeitando todos os protocolos para diminuir os riscos de contaminação”, destacou.

O vice-presidente de futebol do Náutico, Diógenes Braga, ressaltou que o estado tem, em suas mãos, a chance de se tornar um exemplo positivo do retorno do futebol com relação aos outros estados do Brasil. Seguindo corretamente os passos como tem feito, receberia a Copa do Nordeste oferecendo a estrutura necessária para que acomodasse todas as equipes.

“Pernambuco tem todo o cenário para receber a Copa do Nordeste, mas uma não permissão por parte das autoridades para o acontecimento dos jogos, faz com que Pernambuco saia do cenário, na minha visão particular, não como visão do clube. Acho isso ruim, porque a gente tem exemplos de campeonatos que começaram agora e não têm sido um exemplo (positivo), conduzindo as coisas de forma atropelada. Mas entendo que a gente ter medo, porque um deu errado, não é o adequado. O adequado é começar e fazer certo, ser a referência correta. Se alguém começou e fez errado, isso não deve nos desencorajar. Tem que nos encorajar a fazer da forma certa e temos perdido uma grande oportunidade para isso”, argumentou o dirigente timbu.

No Sport, a situação é semelhante a dos rivais. O Rubro-negro segue na torcida pelo Recife, mas já admite a chance de que outra capital seja escolhida. Assim, mesmo com todos os fatores que possam pesar positivamente, como a estrutura e o cenário da pandemia por aqui, restaria ao Leão acatar a decisão, esperar pelas datas estipuladas para os jogos e disputar o restante da Copa do Nordeste.

“A gente está nessa expectativa de definição não só da sede da Copa do Nordeste, mas também de datas. Caso seja escolhido um lugar que não o Recife, o Sport não vê outro caminho que não seja disputar. Claro que fica a torcida para que seja aqui, para que seja a cidade que não só por estarmos sediados nela, mas é a que tem mais estrutura para receber esse formato de formato de sede única. Mais estádios, mais centros de treinamento, boa rede hoteleira, e no cenário da covid-19 dentre as três (capitais), é a mais tranquila com relação a isso, quanto à ocupação de leitos. Mas seguiremos para a cidade que for designada caso não seja escolhido o Recife”, avaliou o executivo.

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