Futebol Pernambucano e a baixa efetividade de seus centroavantes

Das nove partidas disputadas pelo Trio de Ferro em suas respectivas divisões, os "camisas 9" marcaram apenas em duas partidas

MÁ FASE
Futebol Pernambucano e a baixa efetividade de seus centroavantes

Atacantes vivem momentos complicados em seus clubes. - Foto: JC Imagem

Pedro Alves | Twitter: @PedroAlvesn99

As equipes do futebol pernambucano vem sofrendo com um problema em comum: os centroavantes. Dos nove jogos feitos por Náutico, Santa Cruz e Sport em suas respectivas divisões, os “camisas 9” marcaram apenas três gols, em duas partidas, ambas nas primeiras rodadas.

Os autores dos gols foram Elton, na vitória do Sport contra o Ceará, onde o atacante balançou as redes duas vezes, e Kieza, na derrota do Náutico para o Avaí. O ataque do Santa Cruz não marca há mais de um mês, a última vez foi na vitória contra o Sport, na primeira partida pós-paralisação, ainda no Pernambucano, onde Pipico fez fez os dois gols.

Náutico

Começando pelo Náutico, o “ataque dos sonhos” não vem correspondendo nem de perto a expectativa criada pela torcida. Contratado para ser o artilheiro Timbu, Kieza até agora marcou apenas um gol em dois jogos que disputou na Série B, porém saiu lesionado na partida contra o Operário e só deve voltar em setembro. Lesão que abriu lugar Salatiel, que não balançou as redes nas duas oportunidades que teve.

No entanto, a diferença dentro de campo de um jogador para o outro é percebida nos números. De acordo com o site sofascore, Kieza ajuda muito mais na criação de jogadas, com mais participações fora da área e também finaliza mais. O camisa 9 tem uma média de 3.5 finalizações por jogo, costuma dialogar mais com Thiago ou Dadá Belmonte pela esquerda, tocando na bola 28 vezes e tem uma efetividade maior na marcação alta feito pelo ataque, interceptando passes e recuperando a posse com uma média de 0.5 por jogo.

Já Salatiel aparenta ser um jogador menos participativo do que Kieza. No mapa de jogo do camisa 92, o atacante predomina mais no meio e pouco flutua para as  pontas, se comparado com Kieza. Salatiel finaliza uma média de 0.7 por jogo e ainda não balançou as redes. Toca na bola 19 vezes por partida, nove a menos que Kieza e, defensivamente é menos efetivo com uma média de 0.3 interceptações.

Santa Cruz

O Santa Cruz é um dos que mais vem sentindo a má fase de seus centroavantes que não balançam as redes há mais de um mês. Porém, o Tricolor ainda não perdeu na Série C. Empatou contra o Paysandu, na primeira rodada, e venceu de virada o Treze por 3x2, mas nenhum dos gols foram feitos pelos atacantes.

Pipico, titular da posição, marcou sete gols na temporada e os últimos no clássico contra o Sport, no dia 19 de julho, onde marcou duas vezes. A segunda opção da posição, Victor Rangel, não vendo correspondendo às expectativas impostas sobre ele. Na atual temporada, o atacante marcou apenas um gol, em 12 jogos. O que joga a “favor” dele, é por estar sendo utilizado na ponta, onde não é sua posição de origem.

Situação que vem fazendo o treinador Itamar Schulle cobrar reforços publicamente. O Santa Cruz tem algumas situações encaminhadas, como é o caso do atacante Negueba e um possível jogador que atua no Campeonato Paulista.

Sport

A vida do Sport é até certo ponto curiosa. O atacante Hernane Brocador não vive uma fase boa e perdeu a posição para Elton. A curiosidade é que na Série B 2019,  Brocador foi o artilheiro da competição, enquanto Elton era o reserva absoluto e que pouco marcava. Em 2020, o cenário mudou. O camisa 9 passou a ser contestado em suas atuações e devido a isso perdeu a titularidade para Elton, que foi importante na vitória diante do Ceará na primeira rodada da Série A, onde foi autor de dois dos três gols do Sport.

E não é só nos gols que a melhora no setor é vista. Elton é muito mais participativo durante o jogo do que Hernane. No mapa de jogo do atual titular do Sport, Elton participa mais do jogo em todos os setores do campo, destaque para o forte diálogo dele com o lado direito, principalmente com o lateral Patric. Enquanto Hernane pouco participa ofensivamente. O camisa 9 toca em média apenas cinco vezes na bola (na Série A), enquanto Elton tem um número muito superior com 36.3.

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