OPINIÃO

Empate com Londrina acende necessidade por reforços no Náutico para não perder gordura e se manter no G-4

Mesmo contra o limitado Londrina (está no Z-4), o Timbu não foi efetivo e desperdiçou os primeiros pontos na Segundona

Filipe Farias
Filipe Farias
Publicado em 23/06/2021 às 21:42
Ricardo Chicarelli/ Londrina EC
FOTO: Ricardo Chicarelli/ Londrina EC
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Apesar de o Náutico ter o melhor time (os 11 titulares) da Série B, não só tecnicamente, mas também em termos de conjunto e entrosamento, é visível que o elenco alvirrubro carece urgentemente de ser qualificado. E não adianta trazer por trazer. Numa competição longa como o Brasileiro (38 rodadas) se faz necessário reforçar o grupo. Ter opções no banco, no mínimo, da mesma qualidade que os atletas que estão jogando. Afinal de contas, é humanamente impossível que os titulares joguem bem os 38 jogos da Segundona.

Foi o que aconteceu nesta quarta-feira (23). Com um Náutico pouco inspirado, o 0x0 não foi tirado do placar diante do Londrina, no estádio do Café, pela sexta rodada da Série B. A verdade é que o técnico Hélio dos Anjos (que hoje não comandou o time por cumprir suspensão) não tem substitutos para certas peças. Kieza é um deles.

Diante da equipe paranaense, o K9 além de ficar sumido durante boa parte da partida, quando teve a melhor oportunidade criada pelo apático Timbu, aos 33 do primeiro tempo, após belo lançamento de Erick, o capitão alvirrubro acabou desperdiçando a chance e chutou em cima do goleiro César.

E o que fazer quando o seu artilheiro não está numa tarde inspirada? Hoje (23), a única opção que poderia ser acionado no comando de ataque era o paraguaio Guillermo Paiva, que não é um centroavante. E no caso de Jean Carlos, o maestro do time. O Náutico, por exemplo, não tinha nenhuma opção no banco de reservas para o meio de campo - Vargas sequer foi relacionado.

Trazer reforços se faz necessário até mesmo para aumentar o nível de competitividade do grupo. Fazer com que os titulares saiam da zona de conforto e tenham receio de perder a posição, pois sabem que no banco tem jogadores a altura e que podem ganhar a titularidade.

SEMPRE SUBSTITUÍDO

Como se não bastasse a pouca opção de qualidade no grupo, sem nenhuma explicação convincente, o volante Rhaldney - um dos jogadores mais valorosos do time - é constantemente substituído. Das 16 partidas que disputou na temporada 2021, o cabeça de área atuou os 90 minutos em apenas cinco jogos. Ou seja, nos outros 11, ele acabou deixando o gramado antes do apito final.

Por condição física? Mas ele só tem 22 anos. Por questão clínica? O clube não informou nenhuma lesão sofrida. Por opção técnica? Quem entra, normalmente, é Marciel, que nem de longe tem a mesma qualidade que Rhaldney. Por isso, diante da carência do elenco alvirrubro, o prata da casa não pode ficar em campo os 90 minutos em apenas 31% dos jogos que ele disputou. É muito pouco.

O Náutico conseguiu criar uma gordura de pontos nas primeiras rodadas; mas, para se manter na parte de cima da tabela no restante da Série B, a diretoria vai precisar se mexer e ir ao mercado para reforçar o plantel, pois contratação para compor o elenco pode não ser o suficiente para conquistar o acesso.

* Texto opinativo do jornalista Filipe Farias, da Rádio Jornal.

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