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Presidente da Fifa pede que ligas europeias liberem jogadores para disputarem as Eliminatórias


Gianni Infantino apelou inclusive ao primeiro-ministro britânico Boris Johnson

Da redação, com agência
Da redação, com agência
Publicado em 25/08/2021 às 16:29
Reprodução do Twitter/ Fifa
FOTO: Reprodução do Twitter/ Fifa
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou nesta quarta-feira (25) que os clubes da Premier League (Liga Inglesa) devem liberar os jogadores convocados para defender suas seleções nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022 - as partidas serão realizadas no próximo mês. Ainda segundo o mandatário da entidade máxima do futebol, a decisão seria para 'preservar e proteger a integridade esportiva'.

"Estou pedindo uma demonstração de solidariedade de cada membro da associação, cada liga e cada clube, para fazer o que é certo e justo para o jogo mundial", disse Infantino em comunicado. "Muitos dos melhores jogadores do mundo competem em ligas na Inglaterra e na Espanha, e acreditamos que esses países também compartilham a responsabilidade de preservar e proteger a integridade esportiva das competições em todo o mundo".

As principais ligas da Inglaterra e da Espanha disseram ontem (24) que apoiam os times que se recusam a disponibilizar jogadores para disputar eliminatórias que ocorram em países onde eles teriam de ficar em quarentena no seu retorno, principalmente na América do Sul. A Premier League disse que cerca de 60 jogadores estavam programados para viajar a 26 países da 'lista vermelha' do Reino Unido, enquanto a espanhola La Liga disse que 25 jogadores de 13 clubes diferentes serão afetados, número que pode ser ampliado quando Equador e Venezuela anunciarem seus times.

PROTOCOLO INGLÊS

Na Inglaterra, as pessoas que chegam de viagem no país precisam ficar dez dias em quarentena e o governo do Reino Unido não isenta os jogadores de futebol de seguirem essa regra. Um dos motivos de os clubes protestarem, pois perderiam seus atletas por várias semanas e ainda teriam o risco de eles retornarem contaminados com a covid-19.


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