ELIMINATÓRIAS

Em jogo violento, Argentina e Brasil empatam sem gols pelas Eliminatórias Sul-Americanas

Seleção brasileira empatou em 0x0 com os argentinos, no estádio Bicentenário de San Juan

Filipe Farias
Filipe Farias
Publicado em 16/11/2021 às 22:29
Lucas Figueiredo / CBF
FOTO: Lucas Figueiredo / CBF
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Em uma partida bastante disputada e, por vezes, violenta, Argentina e Brasil ficaram no empate em 0x0, nesta terça-feira (16), no estádio Bicentenário de San Juan, pela 14ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas. Com o resultado, os brasileiros - já classificados para a Copa do Mundo de 2022 -, chegaram aos 35 pontos. Já os argentinos agora somam 29 pontos, mas ainda não estão garantidos matematicamente para o Mundial no Catar.

O escrete canarinho só volta a campo no próximo ano, quando encara a seleção do Equador, no final de janeiro, em duelo fora de casa.

O JOGO

Como já era esperado no maior clássico das Américas, Argentina e Brasil iniciaram a partida mostrando bastante equilíbrio, com as duas seleções marcando em cima e com muitas faltas. A disputa era acirrada por cada metro do gramado.

Porém, mesmo jogando fora de casa, as primeiras oportunidades foram brasileiras. Aos 17, Matheus Cunha pressionou a saída de bola e forçou o erro argentino... Lucas Paquetá recuperou a bola e já acionou Vinícius Júnior deixando-o cara-cara com o goleiro Emiliano Martínez, mas, na finalização, a cavadinha não saiu com precisão e a bola foi para fora. Chance incrível desperdiçada.

Vinícius Júnior substituiu Neymar no clássico contra a Argentina
Vinícius Júnior substituiu Neymar no clássico contra a Argentina
Lucas Figueiredo / CBF

A pressão brasileira para recuperar a posse de bola estava surtindo efeito. Aos 18, De Paul se viu cercado pelos brasileiros e tocou errado no meio de campo, Fred recuperou e passou rapidamente para Matheus Cunha, que do círculo central, viu Emiliano Martínez adiantado e tentou um chute de muito longe encobrindo o goleiro argentino, mas a bola foi por cima da meta, assustando a torcida hermana.

O jogo começou a ficar violento. Sem conseguir imprimir um ritmo mais forte e vendo o Brasil trocar passes com facilidade, os argentinos passaram a apelar para as jogadas mais duras. Em alguns momentos desleais. Como no lance que ocorreu aos 34 minutos, quando Raphinha tentou jogada pela direita, perdeu a bola e, na tentativa de recuperar a posse, levou uma cotovelada do zagueiro Otamendi. O atacante brasileiro ficou com o lábio sangrando, mas o árbitro nada marcou e o VAR sequer chamou a arbitragem para rever o lance.

 

A única oportunidade criada pela Argentina foi aos 40, quando De Paul recebeu passe na entrada da área e finalizou no cantinho... A bola ainda quicou na frente de Alisson, mas o goleiro brasileiro conseguiu espalmar para o lado.

 

Na volta para a etapa complementar, os argentinos seguiam apelando para a violência. Porém, desta vez, o árbitro uruguaio Andres Cunha passou a distribuir os cartões amarelos na tentativa de coibir os lances de brutalidade.

Sem entrar na pilha da Argentina, os brasileiros seguiram colocando a bola no chão e buscando jogo. Aos 15, após cobrança de falta lateral, a zaga alviceleste afastou parcialmente e, da entrada da área, Fred acertou um chute de três dedos e mandou a bola no travessão de Emiliano Martínez.

 

O lance mais bonito da partida aconteceu aos 19, quando Danilo tentou o cruzamento, a bola passou por toda a extensão da área e sobrou do lado esquerdo para Vinícius Júnior, que dominou na bandeira de escanteio e emendou uma carretilha pra cima de Molina, rolou para Lucas Paquetá que não finalizou bem e, na sequência, Matheus Cunha chutou travado com a marcação e a bola se perdeu em linha de fundo.

O atacante do Real Madrid estava inspirado e buscando jogo. Aos 26, nova descida de Danilo pela direita, ele cruzou rasteiro, Matheus Cunha fez o corta luz e deixou para Vinícius Júnior, que dominou na área, cortou o marcador e finalizou rasteiro, mas nas mãos de Emiliano Martínez.

Completamente apagado em campo, Messi só levou perigo à meta brasileira aos 27, quando aproveitou um bate-rebate no bico da grande área e finalizou de primeira, no alto, mas Alisson defendeu sem sustos.

 

Mesmo com as investidas das duas seleções no final da partida, o placar permaneceu em 0x0.

Ficha do jogo

ARGENTINA

Emiliano Martínez; Molina, Romero (Pezzella), Otamendi e Acuña; Paredes (Lisandro Martínez), De Paul e Lo Celso (Domínguez); Di María (Julián Álvarez), Messi e Lautaro Martínez (Joaquín Correa). Técnico: Lionel Scaloni.

BRASIL

Alisson; Danilo, Marquinhos, Éder Militão e Alex Sandro; Fabinho, Fred e Lucas Paquetá (Gérson); Raphinha (Antony), Vinícius Júnior e Matheus Cunha (Gabriel Jesus). Técnico: Tite.

Local: estádio Bicentenário de San Juan (ARG).
Árbitro: Andres Cunha, do Uruguai.
Assistentes: Richard Trinidad e Nicolas Taran, ambos do Uruguai.
Cartões amarelos: Paredes, Romero, Pezzella, Acuña (ARG) e Lucas Paquetá, Fabinho, Antony (BRA).

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