Fórmula 1

Lewis Hamilton aposentado antes do fim da temporada 2022? Entenda o dilema do piloto da Mercedes

Heptacampeão mundial não vive um bom começo de temporada

Victor Peixoto
Victor Peixoto
Publicado em 04/04/2022 às 11:30
AFP
Lewis Hamilton não tem um bom começo de temporada - FOTO: AFP
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Em seu pior começo de temporada em 13 anos, o heptacampeão mundial Lewis Hamilton, da Mercedes, pode estar vivendo os seus últimos momentos na Fórmula 1.

Sem garantias de um carro competitivo e com um, até aqui, aparente conformismo com a "impossibilidade" de ser octacampeão mundial, os questionamentos sobre se Hamilton terminará, ou não,  temporada 2022 começam a tomar espaço nas discussões sobre a Fórmula 1.

Até o momento não há qualquer indício mais concreto de que Hamilton irá antecipar sua aposentadoria.

Com contrato até o fim de 2023, quando se encerra a próxima temporada, o heptacampeão mundial esteve perto de deixar a categoria antes da atual temporada, 2022, ao perder o título de 2021 para Max Verstappen, da Red Bull, na última volta do último GP, em Abu Dhabi.

Hamilton passou semanas recluso sem utilizar redes sociais ou conceder entrevista, mas, tal como já havia acontecido em 2016, quando perdeu o título para o então companheiro de equipe, Nico Rosberg, decidiu permanecer na Fórmula 1.

Com uma decisão difícil tendo sido tomada tão recentemente e com o histórico de sempre escolher permanecer na categoria, é bastante improvável imaginar que Hamilton decidisse abandonar o barco com a temporada em andamento, no que, certamente, seria uma mancha em sua carreira.

Não há dúvidas que o piloto de 37 anos goza de prestígio com a Mercedes a ponto de convencer a equipe a deixá-lo sair antes do fim do contrato, mas, é improvável que isso aconteça.

Qual o problema do carro da Mercedes

Por que a atual octacampeã mundial de construtores não consegue acompanhar os ritmos de Ferrari Red Bull? Essa é uma pergunta que vem quebrando a cabeça dos fãs da Fórmula 1 e, sobretudo, dos engenheiros da Mercedes.

A resposta é simples e notória e já caiu no vocabulário da categoria: "Porpoising".

O fenômeno, que faz menção ao salto dos golfinhos, trata-se do "quique" que o carro fica fazendo em reta. Com a volta do efeito solo para aproximar a suspensão do asfalto, os carros se aproxima mais do chão quando atingem altas velocidades, justamente para buscar uma maior estabilidade e velocidade.

A questão é que esse fenômeno tem um limite entre estabilidade e perda de velocidade, que é justamente o que acontece com a Mercedes, que perde bastante velocidade na reta e em curvas de alta velocidade, não conseguindo competir por poles e vitórias.

A solução não é simples, uma vez que ela afetaria toda a aerodinâmica do carro. Uma alteração errada poderia corrigir o porpoising, mas prejudicar outros aspectos do monoposto. Para o próximo GP, da Austrália, a Mercedes deverá estrear uma nova asa traseira como forma de amenizar o problema.

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