CONDENAÇÃO

Justiça determina penhora da taça do Mundial de Clubes do Corinthians

O ofício remete à decisão favorável ao Instituto Santanense de Ensino Superior, que cobra do Corinthians uma dívida de R$ 2,48 milhões desde 2008

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 09/11/2018 às 15:24
Foto: Daniel Augusto Jr/ Agência Corinthians
FOTO: Foto: Daniel Augusto Jr/ Agência Corinthians

O juiz Luís Fernando Nardelli, da 3ª Vara Cível de São Paulo, expediu mandado de penhora e avaliação da taça do Mundial de Clubes do Sport Club Corinthians Paulista, conquistada em 2012 e, atualmente, exposta no memorial do clube. O ofício remete à decisão favorável ao Instituto Santanense de Ensino Superior, que cobra do clube paulista uma dívida de R$ 2,48 milhões desde 2008.

De acordo com a sentença, divulgada nesta quinta-feira (15), caso o Corinthians não pague a dívida no prazo de 48 horas, a taça será avaliada por um oficial de Justiça para que o artefato seja colocado em leilão judicial.

Clube foi condenado, mas não pagou

O clube havia sido acionado na Justiça em 2008 pelo Instituto Santanense, dono da Faculdade Unisantana, que alegava que o Corinthians dificultava o acesso de alunos e funcionários a um campus da instituição que funcionava em área alugada no Parque São Jorge – estádio que pertence ao Sport Clube Corinthians. O clube foi condenado em 2010 a indenizar a instituição, mas nunca pagou a dívida.

Desde a condenação, o Instituto Santanense buscou outros meios de reaver a dívida, como a tentativa da instituição em bloquear parte do dinheiro que o Corinthians receberia pela venda do jogador Rodriguinho ao Pyramids FC, do Egito, em agosto desse ano. Em outra ocasião, o mesmo juiz responsável pelo ofício de penhora da taça determinou o bloqueio de parte da premiação que o clube receberia por ter sido vice-campeão da Copa do Brasil. Ambas as iniciativas não tiveram sucesso.

Em entrevista realizada na tarde de ontem, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, afirmou que o clube resolverá a questão dentro do prazo, mas ressaltou que o ocorrido é uma “ação midiática”.

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