Jovem que perdeu couro cabeludo em kart deve passar por nova cirurgia

De acordo com a família, o corpo de Débora Stefany, 19 anos, rejeitou o reimplante e a orientação da equipe médica é para que ela passe por procedimento cirúrgico em Houston, no Texas

ACIDENTE
Jovem que perdeu couro cabeludo em kart deve passar por nova cirurgia

Débora Stefani - Foto: Cortesia

Rádio Jornal

A jovem de 19 anos escalpelada em um acidente de kart em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, no último domingo (11), deve passar por um novo procedimento cirúrgico. De acordo com a família de Débora Stefany Dantas Oliveira, o corpo rejeitou o reimplante e a orientação da equipe médica do Hospital da Restauração (HR), onde ela está internada, é para que ela passe por cirurgia nos Estados Unidos.

"Não serviu [o reimplante], ela vai ter que tirar em breve e refazer o rosto com a pele das costas. Fiquei sabendo através do médico que fez a cirurgia. Ele disse que é muito importante que ela seja acompanhada por uma equipe médica de Houston porque esses médicos viram o passo a passo da cirurgia por videoconferência e têm tecnologia para fazer um trabalho muito bem feito. O rosto dela, infelizmente, nunca mais vai ser o mesmo", explicou o namorado de Débora, Eduardo Tumajan.

Segundo o namorado, Débora está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas tem quadro de saúde estável e está conversando com familiares. O HR afirmou, na noite desta quinta (15), que as informações sobre o estado de saúde da jovem devem ser atualizadas somente na manhã desta sexta-feira (16).

Escalpelamento em pista de kart 

O acidente que escalpelou a auxiliar de ensino infantil Débora Stefany ocorreu na pista de kart Adrenalina, que funcionava há um mês no supermercado Walmart de Boa Viagem. O local foi interditado e não retomará as atividades.

Débora e o companheiro pagaram R$ 50, cada, por 22 voltas. A tragédia aconteceu quando ela estava na segunda volta. De acordo com relatos ao Procon, funcionários teriam ficado desesperados na hora e não teriam prestado socorro à vítima. Após 30 minutos de espera por atendimento, ela foi levada pelo namorado ao HR. 

“Ela não teve nenhum tipo de assistência, eles foram totalmente omissos. Não havia bombeiro civil, militar ou alguém que pudesse fazer esse acolhimento. Também não havia viatura para levá-la a um hospital”, denunciou Douglas Nascimento, tio de Débora, em entrevista à TV Jornal.

Quem recebeu a notificação do Procon ontem foi o empresário Wanderlei Dreyer, pai do dono do Adrenalina. Ele classificou o episódio como “fatalidade”. “Foi um acidente. É o primeiro caso desde que atuamos na área, há 20 anos”, alegou. Dreyer contou que o filho não apareceu por estar muito abalado. A família, disse, já planejava fechar o empreendimento porque não estaria dando o lucro esperado. 

O Procon alegou que, como a pista funcionava em terreno alugado ao Walmart, a responsabilidade pelo que acontece no local é compartilhada pelas duas empresas. Em nota, o Walmart informou que vai prestar assistência à vítima e está à disposição das autoridades. “As atividades seguem suspensas até que as causas do acidente sejam esclarecidas. A prioridade número um do Walmart é a saúde e segurança de seus funcionários e clientes.”

COMENTÁRIOS

Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.