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Depois de posse, interventor exonera secretários em Gravatá


No entanto, coronel Mário Cavalcanti manteve os executivos das pastas para ajudar no processo.

Da Rádio Jornal
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Publicado em 18/11/2015 às 14:21
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Interventor ao lado do governador durante solenidade de nomeação, ontem (17)
Foto: Isabela Dias/ Rádio Jornal


Secretários estaduais e técnicos de uma comissão instituída pelo interventor de Gravatá, o coronel Mário Cavalcanti, já estão percorrendo os gabinetes do município para identificar a situação de pastas como educação e saúde.

Em 15 dias a força tarefa deve finalizar o diagnóstico completo das contas e restabelecer o funcionamento dos serviços públicos da cidade. A posse do interventor ocorreu no início da manhã desta quarta-feira (18), sob o apoio da população.

O motoboy Josenildo Ferreira foi um dos cerca de 60 moradores que fez protestos em frente à sede do executivo do município contra o gestor afastado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. “Esperamos que melhore mais um pouco, né? Por que tava ruim demais com esse perfeito. O mais urgente é a saúde”, comentou.

Confira os detalhes na reportam

O interventor Mário Cavalcante decidiu como primeira medida de governo exonerar os cargos dos secretários de Gravatá. “Por força, inclusive, da decisão judicial, e nós exoneramos todos os secretários que faziam parte da gestão, por uma questão coerente”, justificou o interventor.

No entanto, manteve os executivos das pastas para ajudar no processo. Os nomes do novo corpo de secretários já começam a ser divulgados já nesta tarde.

Além de serviços públicos prejudicados, mais de mil servidores do município estão em greve há 45 dias e desde o início deste mês sem salários.
Reunidos em assembleia decidiram manter o movimento grevista até a próxima sexta feira (20), segundo informou Marcelo de Brito presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Gravatá. “O pessoal já sinalizou que vai dar continuidade até a próxima sexta-feira (20)”, destacou.

A cidade de Gravatá sofreu a intervenção depois que o TJPE determinou o afastamento do prefeito Bruno Martiniano depois de indícios de má gestão administrativa apontados pelo Tribunal de Contas do Estado.


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