ABASTECIMENTO

Cidades do Agreste têm abastecimento de água suspenso com paralisação de Jucazinho


Riacho das Almas e Santa Cruz do Capibaribe ficam sem água a partir desta quinta-feira (14)

Da Rádio Jornal
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Publicado em 14/01/2016 às 8:47
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Foto: Compesa/Divulgação

Sem registro de chuva na bacia do Capibaribe, que alimenta a Barragem de Jucazinho, em Surubim, o manancial vem perdendo nível a cada dia. Para continuar retirando água do volume morto do reservatório, a Compesa realizará nova intervenção na barragem. Para isso, será necessário paralisar o Sistema Jucazinho nesta quinta-feira (14), a partir das 6h, por 48 horas.

A previsão é de que o sistema volte a funcionar no sábado (16), a partir das 6h e, durante esse período, será preciso suspender o abastecimento de água para as cidades de Santa Cruz do Capibaribe e Riacho das Almas que, pelo calendário vigente, deveriam receber água nesta data.

Com o Sistema Jucazinho desativado, os técnicos da Compesa irão montar uma balsa flutuante, que permitirá a captação da água do ponto mais profundo da barragem. A iniciativa prologará a retirada de água por mais dois meses, evitando o colapso do abastecimento para 12 cidades do Agreste, atendidas pelo Sistema de Jucazinho. Desde novembro do ano passado, o volume morto estava sendo explorado por meio de uma bomba instalada de forma provisória. Com a redução do nível da barragem, a bomba será remanejada para a balsa flutuante.

A estratégia da balsa flutuante será o último recurso para a exploração da água disponível na Barragem de Jucazinho, um volume de 5,8 milhões de metros cúbicos de água e continuará abastecendo as 12 cidades do sistema. Se não chover até março, a barragem entrará em colapso.

Com a capacidade de armazenar 327 milhões de metros cúbicos, Jucazinho está hoje com apenas 1,8 % do volume total. Enquanto espera a chuva, a Compesa administrará a distribuição de água para as cidades de Cumaru, Passira, Riacho das Almas, Santa Cruz do
Capibaribe, Salgadinho, Surubim, Casinhas, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério, Frei Miguelinho, Vertentes e Toritama com uma vazão de 250 litros de água por segundo.

A Barragem de Jucazinho vive o seu pior cenário desde sua inauguração, em 2000. Não tem chovido o suficiente para a recuperação do nível do manancial desde 2011, reflexo de cinco anos consecutivos de seca na região. Foi criado um Centro de Controle Operacional (CCO)
na cidade de Caruaru para acompanhar diariamente as condições e a operação da barragem.


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