LUTO

Em Caruaru, centenas de pessoas dão o último adeus ao ceramista Manuel Eudócio


Considerado herdeiro do Mestre Vitalino, Manuel Eudócio estava internado há uma semana quando não resistiu a uma falência múltipla dos órgãos

Da Rádio Jornal
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Publicado em 15/02/2016 às 7:18
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Foto: Divulgação/Museu do Brinquedo Popular


Mestre ceramista Manuel Eudócio, de 85 anos, foi enterrado no cemitério Parque dos Arcos, em Caruaru, no Agreste do Estado, na tarde deste domingo (14). Um dos ceramistas mais respeitados do país, ele era considerado patrimônio vivo de Pernambuco desde 2002.

Herdeiro cultural do também ceramista Vitalino Pereira dos Santos, Manuel Eudócio faleceu na noite de último sábado (13), no Hospital Mestre Vitalino, vítima de falência múltipla dos órgãos. Os parentes dele acreditam que a morte está relacionada à febre chikungunya, que o levou a ser internado na terça-feira da semana passada.

O ceramista usava o barro para divulgar o cotidiano e a crença popular do Nordeste. A maioria das peças era inspirada no reisado, um folguedo popular da região. O filho do maestro, Ademilson Rodrigues, falou sobre a dor de perder o pai.

Ouça abaixo um trecho de uma entrevista de Manuel Eudócio em que ele fala sobre a paixão pelo barro.

O artesão foi um dos homenageados do São João de Caruaru do ano passado. O prefeito da Cidade, José Queiroz, lamentou a morte de Mestre e decretou luto oficial de três dias. O governador Paulo Câmara reconheceu o trabalho do artista e disse que a cultura do estado fica mais pobre com a morte do ceramista.

O corpo de Manuel Eudócio foi enterrado no jazigo da família ao som da Banda de Pífanos Zé do Estado. A ex-primeira dama do Estado, Renata Campos, o governador em exercício, Raul Henry, e o deputado federal, Jarbas Vasconcelos estiveram presentes na cerimônia:


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