SISTEMA CARCERÁRIO

Mesmo concluído, presídio de Tacaimbó ainda não foi inaugurado


Construída para abrigar 698 presos, a unidade seria uma alternativa para desafogar o superlotado sistema prisional pernambucano

Da Rádio Jornal
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Publicado em 19/02/2016 às 9:17
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Em novembro de 2015, o governador Paulo Câmara vistoriou o presídio. Foto: Divulgação/Seres

O presídio de Tacaimbó, no Agreste do estado, está pronto desde o ano passado mas, no prédio, não se vê sequer um detento. Foram gastos nas obras quase R$ 30 milhões, para abrigar 689 reeducandos do regime fechado. O local tem três pavilhões, sendo dois para o convívio coletivo e outro com apenas um detento por cela.

A construção teve início em março de 2013, com previsão de conclusão para 2014. Passados quase dois anos, a unidade continua vazia, mesmo a Secretaria Estadual de Ressocialização (Seres) informando que todo o trabalho está concluído. Este ano o estado sofre de uma crise no sistema prisional, com dezenas de fugas nas penitenciárias do Curado, em Recife, e Barreto Campelo, em Itamaracá. Para se ter uma ideia das superlotações, a penitenciária Juiz Placido de Souza, em Caruaru, no Agreste, já passou por três obras de expansão. Construída para abrigar 98 presos, a unidade registra 1.900 reeducandos.

A juíza de Execuções Penais Orleide Rosélia avalia a situação como reflexo da falta de estrutura dos atuais complexos. “Enquanto há uma preocupação de encarcerar devido à violência, como se isto fosse dar segurança, observamos quem o sistema prisional vai devolver à sociedade”, comenta a juíza. Ainda de acordo com Orleide Rosélia, a inauguração do presídio de Tacaimbó desafogaria bastante o sistema prisional, mas não pode ser vista como a solução.


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