PETROLINA

Em entrevista emocionada, pai de Beatriz Mota pede apoio à sociedade para elucidar assassinato


A família também aguarda a resposta do pedido para que a Polícia Federal investigue o homicídio

Da Rádio Jornal
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Publicado em 23/02/2016 às 6:38
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Foto: reprodução/arquivo pessoal


Quase três meses depois do assassinato da menina Beatriz angélica Mota em Petrolina, o crime continua envolto em dúvidas. Nessa segunda-feira (22), Sandro Romilton Ferreira da Silva, o pai da criança de 7 anos, concedeu uma entrevista ao Sistema Jornal do Commercio de Comunicação e desabafou sobre a dor da perda e a esperança de ver o mistério solucionado.

Beatriz foi morta com 42 facadas durante a festa de formatura da irmã, que acontecia no Colégio Maria Auxiliadora, o mais tradicional da cidade. Cerca de três mil pessoas participavam da comemoração que marcava o encerramento do ensino médio.

Pai das meninas, Sandro é professor de inglês da escola, uma instituição religiosa da ordem dos Salesianos. Durante o tempo em que conversou com a repórter da TV Jornal Silvia de Oliveira, Sandro deixou claro que busca justiça para um dos crimes de maior repercussão na atualidade.

Sandro é efetivo ao dizer que acredita no trabalho da Polícia Civil para elucidar assassinato de menina de 7 anos, mas ainda espera a resposta do pedido para que a Polícia Federal investigue o homicídio. Ele também pede que a sociedade colabore com as investigações, evitando trotes e informações falsas.

Nessa segunda-feira (22), Polícia Civil apresentou um retrato falado de um suspeito. Seria um homem negro, de cabelos cacheados, olhos fundos e lábios grossos. Ele aparenta ter 30 anos, pesa cerca de 60 kg e mede entre 1,65 e 1,70 m. Sandro afirma que não lembra de alguém com as características do retrato falado.

Até o momento, 80 pessoas já prestaram depoimentos e 50 perícias foram realizadas no local e na arma do crime. A Polícia Civil informa que entre as três pessoas que ajudaram a elaborar o retrato falado, está Lúcia Mota, mãe de Beatriz. O Disque Denúncia oferece R$ 10 mil para quem prestar informações que ajudem a encontrar o assassino de Beatriz. A denúncia pode ser feita pelo telefone (81) 3719-4545 ou através do site www.disquedenunciape.com.br.

O pai de beatriz angélica mota lembra que a menina era extrovertida e muito conhecida no colégio maria auxiliadora onde era aluna. Sobre o encontro com Dilma, Sandro Romilton Ferreira da Silva diz que a presidente se mostrou bastante sensibilizada com a dor dos pais. A petista, que tem uma filha e dois netos, pediu para conversar em particular com a mãe de Beatriz, Lúcia Mota, e se mostrou muito solícita.


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