Em dois dias, terra treme 320 vezes em Caruaru


Técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte estão fazendo estudos na área, para elaborar um relatório sobre os abalos sísmicos

Da Rádio Jornal
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Publicado em 25/02/2016 às 9:41
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Os técnicos em sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) continuam no Agreste pernambucano, analisando a atividade sísmica que teve início na última terça-feira (23). Nos últimos dois dias, a terra tremeu 320 vezes em Caruaru, sendo o maior sismo de 3.8 graus na escala Richter.

Nesta quinta-feira (25), os técnicos coletarão dados nas duas estações sismográficas instaladas em Caruaru. Uma delas está localizada no bairro do Salgado, enquanto a outra fica às margens da BR-104, próxima ao aterro sanitário.

Na última terça-feira, as atenções foram voltadas ao município de São Caetano, também no Agreste, em uma localidade da Zona Rural, onde estaria o epicentro dos abalo, a uma distância de três quilômetros do centro. Algumas casas apresentaram rachaduras após o forte tremor.

Os trabalhos foram realizados em um raio de seis quilômetros, ouvindo moradores de casa em casa e registrando em fotografias e filmagens o estrago deixado pelo terremoto. Um dos técnicos em sismologia da UFRN, Eduardo Alexandre, conta que na parte estrutural, os danos não fugiram ao esperado, levando em conta a magnitude do tremor. Ele também comentou que não se sabe como a atividade sísmica vai evoluir na região.

Para tranquilizar a população, o coordenador da Defesa Civil de São Caetano, Ariberto Soares, diz que o órgão vai acompanhar o relatório da URFN e conversar com a população sobre os danos. “Vamos conversar com as pessoas para saber qual o tipo de prejuízo que elas tiveram, seja ele material ou imaterial”, afirmou.


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