PETROLINA

Em entrevista, mãe de Beatriz Mota lamenta impunidade seis meses após assassinato


Lúcia Mota conversou com a Rádio Jornal sobre o sentimento de impunidade que toma conta de Petrolina. Beatriz foi assassinada dentro de uma escola durante a formatura da irmã

Rádio Jornal
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Publicado em 10/06/2016 às 6:44
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Foto: reprodução/Facebook "Beatriz Clama por Justiça"


Em 10 de dezembro de 2015, há exatos seis meses, a menina de sete anos participava junto com os pais da festa de formatura da irmã mais velha no ensino médio. O pai era professor de inglês e a Beatriz Angélica Mota também estudava no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, o mais tradicional de Petrolina.

Beatriz foi assassinada com 42 facadas num crime que chocou a todos. O corpo dela foi encontrado num depósito de material esportivo desativado 40 minutos depois dela ser vista pela última vez.

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A instituição, uma das mais tradicionais de Petrolina pertence à Ordem religiosa dos Salesianos. Até agora ninguém foi preso, embora existam mais de quarenta perícias, recompensa em dinheiro no Disque Denúncia, que pode ser contatado pelo 3719-454, e até número de whatsapp, que é o (87) 98137-3902.

Por telefone, em entrevista exclusiva a Rádio Jornal, Lúcia Mota, mãe de Beatriz cobra mais uma vez justiça.

Pais de Beatriz, Sandro Romilton e Lúcia Mota mantém campanha por Justiça. Foto: reprodução/Facebook "Beatriz Clama por Justiça"

Além do apoio presencial, a família da criança que reside em Juazeiro na Bahia tem recebido ajuda de anônimos das redes sociais. Nas mensagens, recados às autoridades em segurança pública responsáveis pela investigação. A ideia é colaborar com a polícia, agregando informações da noite do crime através de fotos e vídeos.

Lúcia Mota fala da página no facebook criada para compartilhar informações sobre o caso e da mobilização diária para se identificar os autores do homicídio:

Na semana passada, a mãe de Beatriz postou um vídeo na internet onde faz duras criticas ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Entre os pontos a falta de segurança e de autorização concedida pela Prefeitura de Petrolina para funcionar.

Foto: reprodução/Facebook "Beatriz Clama por Justiça"

O estabelecimento de ensino rebateu as acusações, mas não quis se aprofundar nas circunstâncias do crime. Lúcia Mota lembra que a unidade escolar já tinha sido alvo de ameaças e portanto merecia um cuidado especial:

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Seis meses depois do assassinato, a família de Beatriz segue cobrando respostas para várias perguntas. Lúcia Mota, com o coração despedaçado reúne forças para dizer algumas palavras sobre a trágica festa:

MINISTÉRIO PÚBLICO

O promotor do Ministério Público de Pernambuco, Carlan Carlo da Silva, que acompanhava as investigações do assassinato, deixou o caso. Procurado pela Rádio Jornal, ele se negou a explicar o motivo.


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