PETROLINA

Protesto no Recife pede resolução de assassinato de menina Beatriz

O grupo deve ser recebido pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, mas eles querem ser recebidos pelo governador Paulo Câmara

Rádio Jornal
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Publicado em 19/07/2016 às 10:29
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Dezenas de pessoas se concentram com faixas e cartazes em frente do Palácio do Campo das Princesas, no centro do Recife, para pedir a conclusão do inquérito que investiga a morte da menina Beatriz, assassinada em uma escola de Petrolina, no Sertão do Estado.

Cerca de 40 pessoas vieram de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Antes da chegada dos manifestantes, que vieram de Petrolina, em um ônibus organizado pela família, um esquema de segurança foi montado pelo Governo de Pernambuco.

Em duas semanas, os parentes e amigos da vítima reuniram 20 mil assinaturas em um abaixo-assinado que deve ser entregue nesta terça-feira (19) ao governador Paulo Câmara. O grupo será recebido, ainda hoje, pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho. Mas o objetivo dos manifestantes é encontrar o governador.

A organizadora do grupo, Adenilira Amorim, acredita em facilitação para a morte da menina.

O repórter Rafael Carneiro tem os detalhes:

A criança de 7 anos foi assassinada no dia 10 de dezembro do ano passado durante a festa de formatura do ensino médio do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Mais de sete meses depois, a sociedade civil de Petrolina e de Pernambuco pedem uma resposta sobre o caso.

Beatriz estava acompanhada da irmã, uma das concluintes e dos pais na quadra da escola. Cerca de três mil pessoas participavam do evento e o corpo da menina foi encontrado num depósito desativado.

Abaixo-assinado colheu mais de 20 mil assinaturas

A polícia já coletou mais de 80 ouvidas e mais de 50 perícias, mas até agora ninguém foi preso. Cinco ex-funcionários do colégio foram apontados como suspeitos por conta das contradições nos depoimentos.

O Ministério Público criou uma força tarefa para auxiliar nas investigações e colocar um ponto final nas perguntas.

O estabelecimento de ensino contratou o renomado perito criminal George Sanguinetti para realizar um trabalho paralelo.

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