Investigação

Reviravolta: suspeito estava preso no dia do assassinato de Beatriz


Beatriz foi morta com 42 facadas em colégio particular de Petrolina. Crime continua sob mistério

Rádio Jornal
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Publicado em 01/11/2017 às 8:28
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O homem apontado pela polícia como possível suspeito de assassinar a menina Beatriz Motta, de 7 anos, estava preso no dia do crime, em 10 de dezembro de 2015. O blog Ronda JC, do Jornal do Commercio, teve acesso a um documento da Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) que detalha o histórico do suspeito. Oito dias antes do homicídio da menina, que aconteceu em um colégio particular na cidade de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, o rapaz foi preso em flagrante por suspeita de tráfico de drogas. Entre o dia 02 de dezembro daquele ano até 10 de maio de 2016, o homem permaneceu na Cadeia Pública de Santa Maria da Boa Vista. Ou seja: ele não poderia ter participado do crime que chocou o País.

O suspeito estava respondendo a processos em liberdade quando foi novamente preso nessa segunda-feira (30) por suspeita de participação em um homicídio em Lagoa Grande. Na ocasião, policiais militares observaram semelhanças físicas dele com o homem que aparece nas imagens em frente ao colégio onde Beatriz foi morta. As imagens foram divulgadas pela polícia no início deste ano para que a população pudesse ajudar na identificação do suspeito de assassinato.

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A Polícia Civil já sabe que o suspeito encontrado nesta semana estava preso e não poderia ter participado do crime. Mesmo assim, como procedimento de praxe, solicitou a coleta de saliva do homem para exames de DNA. O laudo deve sair até a próxima semana. O rapaz, que negou participação no crime, está em liberdade. Segundo o histórico criminal, ele já foi preso em flagrante pelo menos três vezes entre 2013 e 2015.

Relembre o caso:

O assassinato de Beatriz completa dois anos em dezembro deste ano ainda com muitas lacunas. O corpo da menina foi encontrado, com várias lesões provocadas por faca, dentro de uma sala isolada no colégio particular onde ela estudava. Acontecia uma festa de formatura e a instituição estava bastante movimentada, mas nenhuma testemunha disse ter visto o crime. A Polícia Civil ainda não conseguiu identificar o autor e nem esclareceu à sociedade qual a motivação do homicídio.

Câmeras registraram o momento em que um homem, ainda do lado de fora, estaria segurando uma faca. Desde então, vários possíveis suspeitos foram denunciados pela população e foram encaminhados para exames de DNA. Mas até hoje nenhum deles foi identificado como o o assassino.

O caso – que já passou pelas mãos de vários delegados – está com a delegada Gleide Ângelo. Segundo as investigações, com base no depoimento de testemunhas, o suspeito teria tentado se aproximar de outras duas crianças antes de chegar até Beatriz.

Em julho, em um ato de desespero, a mãe de Beatriz escreveu uma carta ao papa Francisco.


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