GARANHUNS

Merendeira suspeita de agredir menino de cinco anos é afastada

A gestora da creche também foi afastada. O menino afirma ter levado dois socos e um puxão de orelha. Merendeira nega agressão

Rádio Jornal
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Publicado em 15/12/2017 às 10:56
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Uma funcionária pública foi afastada de uma creche municipal de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, após uma criança relatar à mãe que teria sido agredida por ela. Além da merendeira, a gestora da Creche Lar Eterna Aliança também foi afastada.

De acordo com a secretaria de Educação da Cidade, as funcionárias foram afastadas até que o caso seja apurado. Saiba mais na reportagem de Eduardo Peixoto:

Entenda

O caso aconteceu na manhã da última segunda-feira (11), na Creche Lar Eterna Aliança, no bairro da Boa Vista. A merendeira, que trabalha na instituição há dez anos, teria dado dois socos nas costas, além de torcer a orelha, deixando marcas e um arranhão no menino.

A mãe do menino conversou com a reportagem da Rádio Jornal de Garanhuns e afirmou que ao chegar em casa, a garoto falou que ficou de castigo por ter empurrado um amigo na hora em que estavam brincando e o colocaram na cozinha da creche como punição. Ele passou o horário todo na cozinha enquanto as outras crianças tiveram tempo de descanso e atividades.

Primeiro, o menino teria sido agredido com dois socos nas costas, na presença da professora e da auxiliar, que são recém contratadas, e não defenderam a criança. Depois, ele teria recebido um apertão na orelha, o qual deixou a marca da unha da funcionária na pele do menino.

A gestora da unidade afirma que a merendeira nega a agressão. "A merendeira só levou ele porque ele estava inquieto na sala. A funcionária só conteve a criança para ela não ir para o lado da cisterna", disse. Segundo a coordenadora, a merendeira também afirma ter sido agredida pela mãe do menino.

Investigações

A mãe do menino registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Garanhuns para que fossem feitos exames que comprovassem a investida da funcionária contra a criança e contra ela. A Secretaria de Educação e a Prefeitura do município também foram informadas do acontecido.

Após três dias da denúncia registrada, só nesta quinta-feira a funcionária prestou depoimento à Secretaria de Educação do município e foi afastada das atividades. A creche continua em funcionamento e os órgãos ainda investigam o caso.

Em nota, a secretaria de Educação afirmou que abriu processo administrativo para investigar o caso. "Serão alvos do processo administrativo tanto a servidora acusada quanto a gestora da unidade de ensino. O procedimento policial deverá ocorrer normalmente. Mais uma vez a Secretaria de Educação declara que repudia qualquer ação que não seja em prol da formação de cidadãos de bem para a sociedade."

*Com informações do JC Online

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