CUPIRA

Polícia investiga explosão em fábrica de fogos que deixou dois mortos


Polícia quer saber se a dona da casa onde funcionava a fábrica de fogos de artifício sabia do risco no local

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 24/04/2018 às 13:58
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Os corpos dos trabalhadores Cícero Luiz da Silva, de 47 anos, e Rosiberto Pedro da Silva, de 25 anos, foram liberados no final da manhã desta terça-feira (24) do IML de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Os dois morreram nesta segunda-feira (23) após a explosão de uma fábrica de fogos de artifício no Sítio Imbiruçú, na zona rural de Cupira, também no Agreste. O velório e sepultamento das vítimas serão realizados na cidade de Ibateguara, em Alagoas.

A dona da residência onde funcionava a fábrica ainda não foi identificada e não compareceu à polícia para prestar esclarecimentos.

O agricultor José Evandro revela que essa não foi a primeira vez que aconteceu acidente na fábrica. “Já aconteceu três anos seguidos. O pessoal é teimoso. A gente dá conselho e o pessoal não para”, disse.

José Maria, prefeito de Cupira, explica que não tem recursos suficientes para fiscalizar a fabricação dos fogos na localidade. “Nós não sabíamos que tinha fábricas clandestinas, soubemos depois do incidente. Nós não temos mecanismo para prevenir (...) Infelizmente essa parte compete também ao Ministério do Trabalho”, destacou.

Confira os detalhes no flash de Berg Santos:

Investigação

A Polícia Civil investiga se a produção de artefatos era clandestina, como destaca o delegado Igor Nogueira. “A gente vai investigar quem são os donos e as condições do local. Sabendo disso que a gente vai ter a total ciência de avaliar se houve um homicídio culposo ou até quem sabe até um homicídio doloso na modalidade dolo eventual, que aquela que você assume o risco de produzir um resultado para saber se os donos realmente tinham ciência de que aquele era um local perigoso”, detalhou.

Sobreviventes

Uma criança de um ano e sete meses dormia no sofá da casa no momento da explosão, mas não se feriu. Os dois feridos na explosão Deyvison Henrique Alves da Silva e Anderson Iramar da Silva, 27 anos, foram levados para o Hospital Municipal João Veríssimo, de onde tiveram alta na manhã dessa terça-feira (24).

A mãe da criança, Sandryelle Lins da Silva, de 18 anos, que sofreu uma pancada na cabeça, foi transferida para o Hospital da Restauração, área Central do Recife, onde está sendo acompanhada por uma equipe de neurologistas. O estado de saúde dela é estável, mas sem previsão de alta.


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